Em relação às complicações após uma ressecção pulmonar, é c...
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Tema central: As complicações pós-operatórias após ressecção pulmonar são eventos de alta relevância na prática pneumológica, com destaque para a fístula pleuro-alveolar — conexão anormal entre o espaço alveolar/bronquial e o espaço pleural. Reconhecer as complicações mais frequentes e suas condutas é fundamental para o médico pneumologista.
Justificativa da alternativa correta (C): A fístula pleuro-alveolar, também chamada fístula broncopleural, é tida como a complicação mais comum — e de grande impacto — após ressecções pulmonares. Ela pode se manifestar por vazamento aéreo persistente pelo dreno torácico, enfisema subcutâneo e risco aumentado de infecção empyematosa. Publicações como o Brazilian Journal of Anesthesiology e o tratado Harrison’s Principles of Internal Medicine corroboram: “A fístula broncopleural configura-se como complicação cirúrgica frequente, especialmente após pneumonectomias ou lobectomias” (Harrison, 20ª ed., p. 1987).
A correta interpretação da palavra “provavelmente a mais comum” exige atenção, já que outras complicações (atelectasia e pneumonia) são comuns, mas referentes a um espectro diferente da definição de fístula pleuro-alveolar — que é a complicação mecânica mais esperada no contexto imediato pós-ressecção.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. O quilotórax é tratado primeiramente de forma conservadora, geralmente com drenagem pleural, jejum, suporte nutricional e dieta rica em triglicerídeos de cadeia média. Nova toracotomia é reservada para casos refratários, não é abordagem inicial. (Referência: Manual de Procedimentos em Cirurgia Torácica, SBCT, p. 127)
B) Incorreta. O enfisema subcutâneo geralmente não é grave, sendo considerado uma condição clínico-estética, raramente associada à ameaça direta à vida. Só exige intervenção em casos extremos.
D) Incorreta. A fibrilação atrial é comum no pós-operatório de ressecções pulmonares, mas sua incidência varia conforme o tipo de cirurgia (maior em pneumonectomias). Portanto, está relacionada, sim, ao porte da ressecção (Pulmão RJ, v.31, n.1, p.13-18, 2023).
Estratégia para provas: Fique atento ao tipo de complicação descrita e ao contexto imediato pós-operatório. Termos como "abordagem inicial" ou "risco de vida elevado" tendem a ser armadilhas para avaliar precisão conceitual do candidato.
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