Paciente com pneumonia bacteriana em tratamento evolui com ...

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Q719666 Medicina
Paciente com pneumonia bacteriana em tratamento evolui com derrame pleural. A determinação do pH do líquido pleural tem como ponto de corte indicativo para maior risco de evolução para empiema:
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Tema central: O ponto de corte do pH do líquido pleural como critério diagnóstico de empiema pleural em paciente com pneumonia bacteriana é fundamental para a conduta clínica. Saber identificar essa referência laboratorial é essencial para a tomada de decisão no manejo do derrame pleural infeccioso.

Justificativa da alternativa correta (A – 7,20): O pH do líquido pleural em condições normais situa-se entre 7,30 e 7,45. Em processos infecciosos, especialmente por bactérias, ocorre queda do pH devido ao intenso metabolismo inflamatório, com produção de ácidos. Segundo o Protocolo de Derrame Pleural do Hospital Universitário Walter Cantídio, seção 7.5.3: “Na prática clínica, o uso mais importante do pH pleural é na decisão de tratar infecção pleural com drenagem torácica. Um pH < 7,20 é o discriminador mais específico para infecção pleural complicada.” Portanto, pH < 7,20 indica alto risco de evolução para empiema, justificando intervenção precoce (drenagem e antibioticoterapia).

Análise das alternativas incorretas:

B) 7,40 – Este valor está dentro da faixa fisiológica para o líquido pleural. Não indica infecção complicada, logo não guia decisão de drenagem.

C) 7,60 – Valor acima do normal, não compatível com processo infeccioso ou risco de empiema.

D) 7,80 – Também muito acima do valor fisiológico; não há suporte clínico ou laboratorial para este valor como critério de gravidade.

Dicas de prova e pegadinhas: Fique atento a alternativas muito próximas do pH normal e desconfie de valores agravados para cima. O pH torna-se ácido (<7,20) em complicações infecciosas graves. Sempre relacione achados laboratoriais ao contexto clínico do paciente: presença de febre, dor torácica, tosse purulenta e sinais de toxemia reforçam o diagnóstico.

Diretrizes e literatura: Além do protocolo citado, livros como o "Harrison’s – Principles of Internal Medicine" e revisões da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) reforçam o pH 7,20 como marcador decisivo para indicação de drenagem em infecção pleural complicada.

Aprofunde seu estudo focando nos critérios diagnósticos do empiema, sempre integrando achados clínicos e laboratoriais. Isso fará diferença na atuação prática e em concursos!

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A resposta correta para essa questão é a alternativa A, o ponto de corte indicativo para maior risco de evolução para empiema é de 7,20. O pH do líquido pleural é um importante indicador para avaliar a gravidade do derrame pleural e a possibilidade de desenvolvimento de complicações, como o empiema. Quando o pH do líquido pleural é inferior a 7,20, há um aumento significativo no risco de evolução para empiema, que é uma complicação grave e potencialmente fatal. Por isso, é importante monitorar regularmente o pH do líquido pleural em pacientes com pneumonia bacteriana em tratamento, para evitar possíveis complicações.

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