Paciente com pneumonia bacteriana em tratamento evolui com ...
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Tema central: O ponto de corte do pH do líquido pleural como critério diagnóstico de empiema pleural em paciente com pneumonia bacteriana é fundamental para a conduta clínica. Saber identificar essa referência laboratorial é essencial para a tomada de decisão no manejo do derrame pleural infeccioso.
Justificativa da alternativa correta (A – 7,20): O pH do líquido pleural em condições normais situa-se entre 7,30 e 7,45. Em processos infecciosos, especialmente por bactérias, ocorre queda do pH devido ao intenso metabolismo inflamatório, com produção de ácidos. Segundo o Protocolo de Derrame Pleural do Hospital Universitário Walter Cantídio, seção 7.5.3: “Na prática clínica, o uso mais importante do pH pleural é na decisão de tratar infecção pleural com drenagem torácica. Um pH < 7,20 é o discriminador mais específico para infecção pleural complicada.” Portanto, pH < 7,20 indica alto risco de evolução para empiema, justificando intervenção precoce (drenagem e antibioticoterapia).
Análise das alternativas incorretas:
B) 7,40 – Este valor está dentro da faixa fisiológica para o líquido pleural. Não indica infecção complicada, logo não guia decisão de drenagem.
C) 7,60 – Valor acima do normal, não compatível com processo infeccioso ou risco de empiema.
D) 7,80 – Também muito acima do valor fisiológico; não há suporte clínico ou laboratorial para este valor como critério de gravidade.
Dicas de prova e pegadinhas: Fique atento a alternativas muito próximas do pH normal e desconfie de valores agravados para cima. O pH torna-se ácido (<7,20) em complicações infecciosas graves. Sempre relacione achados laboratoriais ao contexto clínico do paciente: presença de febre, dor torácica, tosse purulenta e sinais de toxemia reforçam o diagnóstico.
Diretrizes e literatura: Além do protocolo citado, livros como o "Harrison’s – Principles of Internal Medicine" e revisões da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) reforçam o pH 7,20 como marcador decisivo para indicação de drenagem em infecção pleural complicada.
Aprofunde seu estudo focando nos critérios diagnósticos do empiema, sempre integrando achados clínicos e laboratoriais. Isso fará diferença na atuação prática e em concursos!
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