O aumento do risco de toxicidade à rifampicina no tratament...
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Tema central: Esta questão aborda interações medicamentosas importantes entre a rifampicina, um dos medicamentos essenciais do tratamento da tuberculose, e outros fármacos, com foco em toxicidade potencial durante uso concomitante.
Justificativa da alternativa correta (B - ritonavir): A rifampicina é um potente indutor do citocromo P450, principalmente a enzima CYP3A4, responsável pelo metabolismo hepático de numerosos medicamentos, incluindo o ritonavir (antirretroviral do grupo dos inibidores de protease).
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos (Ministério da Saúde):
“A associação de rifampicina com saquinavir/ritonavir foi contraindicada devido à hepatotoxicidade observada em voluntários saudáveis.”
O uso conjunto pode precipitar hepatotoxicidade grave. Pacientes podem apresentar transaminases até 20 vezes acima do limite superior normal poucos dias após iniciada a combinação. Assim, esta interação está formalmente contraindicada nas principais diretrizes clínicas.
Análise das alternativas incorretas:
A) sulfanilureia: São antidiabéticos orais metabolizados por CYP2C9 e outros citocromos. A rifampicina pode, sim, reduzir seus níveis plasmáticos, mas não há descrição de toxicidade aumentada pela interação, mas sim redução da eficácia dos antidiabéticos.
C) polimixina: Polimixinas são agentes antimicrobianos nefrotóxicos, porém não interagem metabolicamente com a rifampicina. Não existe potencial reconhecido de toxicidade aumentada nesta associação.
D) fenil hidantoína (fenitoína): Indutor enzimático e anticonvulsivante, tem metabolismo afetado pela rifampicina, podendo inclusive ter sua concentração reduzida. O maior risco costuma ser ineficácia da fenitoína (convulsões), não aumento de toxicidade a rifampicina.
Estratégias de prova e dicas: Atente-se para fármacos com metabolismo hepático dependente do citocromo P450. Quando questões envolvem antirretrovirais e antituberculosos, lembre que combinações com rifampicina podem ser não só ineficazes, como perigosas (hepatoxicidade).
Resumo prático: Rifampicina + ritonavir: riso elevado de toxicidade hepática → contraindicado. Outras opções, como rifabutina, podem ser alternativas mais seguras quando a coadministração é imprescindível.
Segundo o Guia de Tratamento Clínico do Ministério da Saúde:
“Rifampicina e ritonavir não devem ser co-administrados.”
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