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Q719662 Medicina
O aumento do risco de toxicidade à rifampicina no tratamento de tuberculose pode ocorrer na vigência do uso concomitante de
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Tema central: Esta questão aborda interações medicamentosas importantes entre a rifampicina, um dos medicamentos essenciais do tratamento da tuberculose, e outros fármacos, com foco em toxicidade potencial durante uso concomitante.

Justificativa da alternativa correta (B - ritonavir): A rifampicina é um potente indutor do citocromo P450, principalmente a enzima CYP3A4, responsável pelo metabolismo hepático de numerosos medicamentos, incluindo o ritonavir (antirretroviral do grupo dos inibidores de protease).

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos (Ministério da Saúde):
“A associação de rifampicina com saquinavir/ritonavir foi contraindicada devido à hepatotoxicidade observada em voluntários saudáveis.”

O uso conjunto pode precipitar hepatotoxicidade grave. Pacientes podem apresentar transaminases até 20 vezes acima do limite superior normal poucos dias após iniciada a combinação. Assim, esta interação está formalmente contraindicada nas principais diretrizes clínicas.

Análise das alternativas incorretas:

A) sulfanilureia: São antidiabéticos orais metabolizados por CYP2C9 e outros citocromos. A rifampicina pode, sim, reduzir seus níveis plasmáticos, mas não há descrição de toxicidade aumentada pela interação, mas sim redução da eficácia dos antidiabéticos.

C) polimixina: Polimixinas são agentes antimicrobianos nefrotóxicos, porém não interagem metabolicamente com a rifampicina. Não existe potencial reconhecido de toxicidade aumentada nesta associação.

D) fenil hidantoína (fenitoína): Indutor enzimático e anticonvulsivante, tem metabolismo afetado pela rifampicina, podendo inclusive ter sua concentração reduzida. O maior risco costuma ser ineficácia da fenitoína (convulsões), não aumento de toxicidade a rifampicina.

Estratégias de prova e dicas: Atente-se para fármacos com metabolismo hepático dependente do citocromo P450. Quando questões envolvem antirretrovirais e antituberculosos, lembre que combinações com rifampicina podem ser não só ineficazes, como perigosas (hepatoxicidade).

Resumo prático: Rifampicina + ritonavir: riso elevado de toxicidade hepática → contraindicado. Outras opções, como rifabutina, podem ser alternativas mais seguras quando a coadministração é imprescindível.
Segundo o Guia de Tratamento Clínico do Ministério da Saúde:
“Rifampicina e ritonavir não devem ser co-administrados.”

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A alternativa correta é a B - ritonavir. A rifampicina é um antibiótico amplamente utilizado no tratamento da tuberculose, mas a sua eficácia pode ser afetada pelo uso concomitante de outros medicamentos. O ritonavir é um inibidor de protease usado no tratamento do HIV e é conhecido por aumentar o risco de toxicidade à rifampicina, o que pode levar a efeitos colaterais graves, como hepatotoxicidade. Portanto, é importante que os pacientes que estão sendo tratados com rifampicina sejam monitorados cuidadosamente para detectar qualquer sinal de toxicidade, especialmente se estiverem tomando outros medicamentos ao mesmo tempo.

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