Paciente de 34 anos, sexo masculino, branco, chega ao consu...
Paciente de 34 anos, sexo masculino, branco, chega ao consultório queixando-se de piora da AV para longe. Refere não trocar de óculos há 2 anos. Nega uso de medicação de uso contínuo.
Seu exame oftalmológico revelou os seguintes dados:
Óculos em uso – OD: –4.75 D.E.
OE: –5.00 D.E.
Refração subjetiva: OD: –5.25 D.E. = 20/25
OE: –5.25 D.E. = 20/25 parcial
Biomicroscopia: fusos de Krukenberg em endotélio, transiluminação radial da íris e câmara anterior profunda AO.
Tonometria de aplanação: OD: 24 mmHg
OE: 26 mmHg (10:00 hs)
Gonioscopia: ângulo aberto e amplo e malha trabecular com pigmentação intensa AO.
Fundoscopia: escavação 0.4 x 0.4 OD e 0.5 x 0.6 OE, com padrão ISNT não mantido.
A principal hipótese diagnóstica para esse caso é
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: A presença de fusos de Krukenberg, transiluminação radial da íris, ângulo aberto com hiperpigmentação trabecular intensa, em homem jovem míope, caracteriza síndrome de dispersão pigmentar; com PIO elevada e escavação suspeita, a principal hipótese é glaucoma pigmentar.
- Em olho com ângulo aberto, procure sinais etiológicos específicos antes de marcar GPAA.
- Fuso de Krukenberg + transiluminação radial da íris + pigmentação trabecular intensa apontam para dispersão pigmentar.
- Em paciente jovem míope com PIO elevada, a combinação de sinais pigmentares vale mais para a etiologia do que a escavação isolada.
- Pseudoexfoliação, neovascular e ICE só entram quando seus marcadores biomicroscópicos característicos estão presentes.
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