Paciente de 41 anos, sexo masculino, de raça amarela, chega...
Paciente de 41 anos, sexo masculino, de raça amarela, chega ao consultório queixando-se de piora progressiva da AV AO (principalmente OE) há 3 meses. Refere também ouvir zumbidos com bastante frequência. Nega trauma ocular pregresso. Toma apenas olmesartana diariamente.
O exame oftalmológico mostrou:
Refração sob cicloplegia: OD: –3.00 D.E. = 20/40
OE: –2.50 D.E. = 20/200
Biomicroscopia: Poliose e vitiligo bilateral. Células em câmara anterior AO.
Tonometria de aplanação: 18 mmHg AO (10:00 hs)
Mapeamento de retina: Infiltração coroideana difusa e vitreíte AO. Papilite e DR exsudativo em polo posterior OE.
A principal hipótese diagnóstica para esse caso é
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O critério definidor é a associação de panuveíte bilateral com acometimento coroidal e manifestações extraoculares típicas de acometimento de melanócitos, especialmente zumbido, poliose e vitiligo; esse padrão sustenta síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada e afasta, pela ausência de trauma ocular, a oftalmia simpática.
- Em uveíte/panuveíte bilateral com acometimento coroidal e descolamento exsudativo de retina, procure manifestações auditivas e cutâneas despigmentares; essa combinação favorece VKH.
- No diferencial com oftalmia simpática, verifique primeiro se houve trauma penetrante ou cirurgia intraocular prévia; sem esse antecedente, a hipótese fica enfraquecida.
- Não considere apenas o achado ocular isolado: em uveítes, a integração entre sinais oculares e extraoculares costuma definir a principal hipótese.
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