Qual osso do carpo é mais frequentemente acometido por frat...
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Tema central: Esta questão aborda a Anatomia do Carpo, fundamental para o técnico em radiologia identificar corretamente estruturas ósseas e possíveis fraturas em exames de imagem, além de reconhecer padrões de lesão frequentes em traumas do punho.
Justificativa da alternativa correta (B – Escafóide):
O escafóide é o osso do carpo mais frequentemente fraturado, respondendo por cerca de 50 a 70% das fraturas carpais. Segundo o Projeto Diretrizes da AMB/CFM: “As fraturas do escafóide representam entre 50 e 70% de todas as fraturas dos ossos do carpo.” Essa prevalência se deve à sua posição anatômica, conectando as fileiras dos ossos do carpo e recebendo diretamente o impacto nos casos de queda sobre a mão espalmada (mecanismo mais comum).
Do ponto de vista clínico, a suspeita de fratura do escafóide exige atenção, pois a vascularização desse osso é limitada, aumentando o risco de complicações como necrose avascular. Identificar rapidamente essa fratura por meio de radiografias e, em casos duvidosos, com exames como tomografia ou ressonância magnética, é essencial para evitar sequelas funcionais.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Trapézio – É um osso menor e lateral do carpo; raramente sofre fraturas isoladas, pois sua posição é protegida.
- C) Piramidal – Embora possa fraturar em traumas diretos, responde por cerca de 15% das fraturas do carpo, menos prevalente que o escafóide.
- D) Pisiforme – Pequeno e superficial, fraturas são muito raras e associadas a traumas diretos no punho.
- E) Semilunar – Lesões são menos frequentes; neste osso predominam as luxações em vez de fraturas.
Pontos de Atenção em Provas:
Muitos alunos confundem o escafóide com o semilunar pelo tamanho e proximidade anatômica. É importante lembrar: fratura é mais comum no escafóide e luxação é associada ao semilunar.
Dica de interpretação:
Palavras como “mais frequentemente” são essenciais para acertar a questão. Foque nos dados epidemiológicos e nos mecanismos mais recorrentes associados na prática clínica.
Referências: Projeto Diretrizes AMB/CFM; Netter – Atlas de Anatomia Humana (7ª ed); UpToDate.
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