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Q1654759 Medicina
Em relação às infecções oportunistas em paciente HIV positivo é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: O foco da questão está na indicação de profilaxia primária para infecções oportunistas em pacientes HIV positivos, especialmente para a pneumocistose (Pneumocystis jirovecii pneumonia – PCP). Compreender quando iniciar a profilaxia é essencial, pois falhas nesse manejo resultam em morbidade significativa.

Justificativa da alternativa correta (C):
A profilaxia primária para pneumocistose deve ser iniciada em pacientes HIV positivos que demonstrem sinais clínicos de imunodeficiência, como candidíase oral, independentemente da contagem de CD4. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, página 140: “A profilaxia está indicada para indivíduos com CD4 < 200 células/mm³, candidíase oral ou febre prolongada.” O medicamento de escolha é o cotrimoxazol.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Profilaxia primária visa impedir a primeira ocorrência da doença. Quem já teve neurotoxoplasmose é elegível para profilaxia secundária, não primária.
B) Incorreta. A dapsona é alternativa em casos de contraindicação ao cotrimoxazol, mas não é a primeira escolha para neurotoxoplasmose. O cotrimoxazol cobre tanto toxoplasmose como pneumocistose.
D) Incorreta. A profilaxia deve ser iniciada com CD4 < 200 células/mm³, e não somente abaixo de 100 células/mm³. Valores abaixo de 100 aumentam risco para toxoplasmose, mas para pneumocistose o corte é 200.

Pegadinhas e estratégias:
Observe termos como “primária” versus “secundária”, e os valores críticos de CD4 – as bancas frequentemente invertem faixas de linfócitos para confundir. Atenção também ao marcador clínico (candidíase oral), que indica início imediato da profilaxia mesmo sem laboratórios recentes.

Referências essenciais: Ministério da Saúde – PCDT HIV/AIDS adulto (2022, p. 140-141); UpToDate, “Treatment and prevention of Pneumocystis pneumonia in patients with HIV”. Obras como Harrison's Principles of Internal Medicine também reforçam essas recomendações.

Resumo prático: Em pacientes HIV positivos, sempre que identificar candidíase oral ou CD4 < 200 células/mm³, inicie a profilaxia primária para pneumocistose com cotrimoxazol.

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Na questão sobre infecções oportunistas em pacientes HIV positivos, a resposta correta é a alternativa C, ou seja, a profilaxia primária de pneumocistose está indicada para pessoas que apresentam evidência clínica de imunodeficiência, como candidíase oral. Isso significa que, quando um paciente HIV positivo apresenta sinais de imunodeficiência, como a candidíase oral, deve-se iniciar a profilaxia para prevenir a pneumocistose. A alternativa A está incorreta, pois a profilaxia primária de neurotoxoplasmose é indicada para pessoas que nunca tiveram a doença antes. A alternativa B também está incorreta, pois a dapsona não é a primeira opção para profilaxia de neurotoxoplasmose. E a alternativa D está parcialmente correta, pois a profilaxia é indicada quando a contagem de CD4 está abaixo de 200 células por mm³, e não 100 como mencionado na alternativa.

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