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Q1654758 Medicina
Marlene, 45 anos, tem diagnóstico de Aids e está em uso de antirretrovirais há 5 anos. Há uma semana apresenta tosse seca, febre e dispneia leve. Exame físico: corada, hidratada, dispneica, afebril, hemodinamicamente estável, com presença de candidíase oral, exame pulmonar sem alterações. No atendimento no Pronto Socorro foram realizados os seguintes exames complementares: Rx de tórax - infiltrado intersticial bilateral. Hemograma sem leucocitose. LDH = 700 UI/L. Gasometria arterial com hipoxemia. O diagnóstico é:
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico de pneumocistose pulmonar (pneumonia por Pneumocystis jirovecii), uma infecção oportunista clássica em pacientes portadores de HIV/AIDS com importante imunossupressão.

Justificativa da alternativa correta (B):

O quadro clínico de tosse seca, dispneia, febre insidiosa associado à candidíase oral indica imunossupressão. O exame físico é pouco expressivo e o RX de tórax revela infiltrado intersticial bilateral - típico da pneumocistose. O aumento expressivo de LDH e a hipoxemia reforçam o diagnóstico. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos – Ministério da Saúde, p. 48: “O início dos sintomas é tipicamente insidioso, sendo as manifestações clínicas mais comuns: febre, tosse seca e dispneia progressiva...” Assim, pneumopatia por P. carinii (atual P. jirovecii) é o diagnóstico mais provável.

Análise das alternativas incorretas:

A) Pneumonia por S. pneumoniae: Tipicamente evolui com início súbito, sintomas sistêmicos intensos, tosse produtiva (com escarro), febre alta e infiltrado alveolar/lobar no RX, contrastando com o infiltrado intersticial bilateral da questão.

C) Tuberculose pulmonar: Embora frequente em imunossuprimidos, o RX costuma exibir cavitações e pode haver sintomas sistêmicos crônicos (emagrecimento, sudorese noturna). A ausência desses elementos, bem como o padrão radiológico, tornam esta alternativa menos provável.

D) Pneumopatia por micobactérias atípicas: Geralmente tem evolução subaguda ou crônica, ocorre em imunodepressão acentuada ou doenças pulmonares crônicas, e o RX costuma mostrar comprometimento variado, nem sempre intersticial bilateral.

Pontos-chave e estratégias para provas:

  • Associe quadro subagudo, RX intersticial bilateral, hipoxemia e LDH aumentado a PCP em PVHA.
  • Pegadinhas: Atenção à ausência de sintomas clássicos (produtividade do escarro, alterações lobares) e focar no padrão clínico-radiológico da imunossupressão.
  • Lembre-se: O nome P. carinii ainda é usado nos concursos, mas o agente atual é P. jirovecii.

Referências: Diretrizes do Ministério da Saúde (2025), Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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Comentários

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O diagnóstico mais provável para o caso descrito é pneumopatia por P. carinii, que é uma infecção oportunista comum em pacientes com Aids e que pode causar os sintomas apresentados por Marlene, como tosse seca, febre e dispneia leve. Além disso, o fato de o Rx de tórax apresentar infiltrado intersticial bilateral e a gasometria arterial mostrar hipoxemia são achados compatíveis com essa condição. O hemograma sem leucocitose e a presença de candidíase oral também são comuns em pacientes com Aids. A resposta A é improvável, pois não há evidências para sugerir pneumonia por S. Pneumoniae. As respostas C e D são possíveis, mas menos prováveis, pois não há evidências para sugerir tuberculose pulmonar ou pneumopatia por micobactérias atípicas. Portanto, a resposta correta é a alternativa B.

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