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Tema central: A questão aborda o diagnóstico e os principais achados laboratoriais da Síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante aguda de origem autoimune, comum em faixa pediátrica e geralmente precedida por infecções virais ou bacterianas — como sugerido pelo histórico de “gripes” frequentes no caso clínico apresentado.
Justificativa da alternativa correta (D – Proteinorraquia elevada): Classicamente, o exame do Líquido Cefalorraquidiano (LCR) em pacientes com SGB revela dissociação albuminocitológica, termo que descreve a elevação da concentração proteica no LCR (proteinorraquia elevada) sem aumento expressivo do número de células. Este achado costuma aparecer entre a primeira e a segunda semanas do início dos sintomas e resulta de um processo inflamatório autoimune que desestabiliza a barreira hematoencefálica nas raízes nervosas.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Síndrome de Guillain-Barré, do Ministério da Saúde, Seção 5, p. 8: “O LCR frequentemente apresenta proteína aumentada com celularidade normal (dissociação albuminocitológica), principalmente após uma semana do início dos sintomas”. Este é um critério diagnóstico clássico para SGB e ajuda a diferenciar a síndrome de outras doenças neurológicas, especialmente infecciosas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Pleocitose: Pleocitose (aumento de células no LCR) é incomum na SGB. Níveis elevados de celularidade sugerem processos infecciosos, como meningites virais ou bacterianas, sendo critério de exclusão no diagnóstico de SGB em muitos protocolos.
B) Glicorraquia alta: O aumento de glicose no LCR não está relacionado à SGB e, em geral, não é um parâmetro valorizado em síndromes desmielinizantes periféricas.
C) Glicorraquia baixa: Assim como na alternativa anterior, a redução da glicose no LCR aponta para infecções bacterianas, fúngicas ou neoplasias, não para polirradiculopatias autoimunes.
Dica para interpretação: Diante de questões sobre SGB, busque por pistas como progressão subaguda de fraqueza simétrica, arreflexia, acometimento sensitivo-motor e relato prévio de infecção. O achado-chave no LCR é proteinorraquia elevada sem pleocitose.
Referências consagradas: Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate, e o próprio PCDT/MS, 2020. Todos recomendam atenção à dissociação albuminocitológica como sinal laboratorial central na SGB.
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