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Mulher de 75 anos, com hipertensão e diabetes controlados, é...

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Q4156478 Medicina
Mulher de 75 anos, com hipertensão e diabetes controlados, é diagnosticada com hérnia femoral assintomática durante investigação de dor abdominal inespecífica. Qual é a abordagem mais indicada segundo as recomendações atuais?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Mulher com hérnia femoral, mesmo assintomática, deve ser submetida a reparo eletivo, e a via posterior laparoendoscópica com cobertura pré-peritoneal é a preferida quando há expertise; entre as alternativas, isso corresponde ao TEP com tela.

Tema central: Hérnia femoral na mulher
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque watchful waiting não é a conduta indicada para hérnia femoral em mulher. A observação clínica é aceitável classicamente para homem com hérnia inguinal assintomática, não para hérnia femoral feminina. O critério que exclui a alternativa é o maior risco de encarceramento e estrangulamento da hérnia femoral, o que favorece reparo eletivo.
B
Errada
Está errada porque a técnica de Shouldice é um reparo tecidual anterior, sem tela, classicamente ligado à hérnia inguinal, e não representa a recomendação preferencial atual para hérnia femoral primária eletiva em mulher. O critério decisivo aqui é a preferência contemporânea por cobertura pré-peritoneal com tela, e não por reparo tecidual anterior sob tensão.
C
Errada
Está errada porque IPOM com tela intraperitoneal não é a técnica padrão de escolha para hérnia femoral primária da região inguinal. O defeito femoral é melhor tratado por cobertura pré-peritoneal do orifício miopectíneo, como em TEP ou TAPP. A presença de via robótica não corrige o problema anatômico da escolha do plano de reparo; a base é explícita em não considerar IPOM a estratégia preferencial.
D
Certa
A alternativa D é a melhor resposta porque a base decisória favorece o reparo por via posterior com tela em plano pré-peritoneal, já que essa abordagem permite melhor visualização e cobertura do orifício femoral e do orifício miopectíneo. Isso é especialmente relevante em mulheres, nas quais a hérnia femoral pode passar despercebida e tem maior risco de encarceramento/estrangulamento. A diretriz citada admite TEP e TAPP como opções equivalentes conforme expertise; na lista dada, D representa corretamente essa estratégia.
E
Errada
Está errada porque McVay é um reparo aberto anterior tecidual historicamente utilizado para hérnia femoral, mas não é a abordagem mais indicada nas recomendações atuais para um caso eletivo típico. O motivo técnico de exclusão é o mesmo: hoje se prefere reparo com tela em plano pré-peritoneal, que trata de forma mais anatômica o canal femoral e todo o orifício miopectíneo.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: aplicar indevidamente a conduta de observação usada em hérnia inguinal assintomática masculina a uma hérnia femoral em mulher e, em seguida, trocar a recomendação atual de reparo pré-peritoneal com tela por técnicas abertas teciduais clássicas apenas porque elas também podem tratar hérnia femoral.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer mulher com hérnia femoral, o primeiro filtro é afastar observação clínica como rotina, mesmo sem sintomas.
  • Quando a questão pedir a técnica mais indicada atualmente para hérnia femoral eletiva na mulher, procure uma via posterior pré-peritoneal com tela, representada por TEP ou TAPP conforme expertise.
  • Não confunda técnica que 'pode ser usada' historicamente, como McVay, com a estratégia preferida nas recomendações atuais.
  • Em hérnia da virilha, valorize o plano anatômico do reparo: pré-peritoneal cobre melhor o orifício miopectíneo e o canal femoral do que reparos anteriores teciduais.

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