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Um homem de 72 anos, diabético e hipertenso, procura o pron...

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Q4156468 Medicina
Um homem de 72 anos, diabético e hipertenso, procura o pronto-socorro com dor em hipocôndrio direito há 36 horas, febre de 38,9 °C e náuseas. Ao exame, apresenta- -se ictérico, com dor à palpação profunda em hipocôndrio direito e sinal de Murphy positivo. Laboratorialmente, apresenta leucocitose com desvio à esquerda e elevação de transaminases. Realizada tomografia computadorizada de abdome, observando-se gás na parede da vesícula biliar e líquido pericolecístico.
Com base no caso clínico e nos conhecimentos sobre colecistite enfisematosa, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O achado decisivo é gás na parede da vesícula à tomografia em paciente idoso diabético com quadro de colecistite aguda, o que caracteriza colecistite enfisematosa e torna correta a associação com microrganismos formadores de gás, especialmente Clostridium perfringens.

Tema central: Colecistite enfisematosa
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por epidemiologia. A colecistite enfisematosa predomina em homens idosos, especialmente diabéticos, e não em mulheres jovens pós-cirurgia bariátrica. A banca explora aqui a confusão com o perfil mais conhecido da colelitíase e da colecistite calculosa habitual.
B
Errada
Está errada por conduta. Colecistite enfisematosa é forma grave/complicada, com risco aumentado de necrose, gangrena e perfuração; por isso, antibiótico intravenoso isolado não constitui tratamento definitivo habitual.
C
Errada
Está errada por interpretação do método diagnóstico. A tomografia é muito útil na colecistite enfisematosa porque detecta com alta sensibilidade gás intramural, intraluminal e alterações pericolecísticas. Portanto, dizer que tem pouca acurácia contraria diretamente o critério diagnóstico da entidade.
D
Errada
Está errada por gravidade. A presença de gás na parede da vesícula redefine o quadro como variante enfisematosa, que é forma grave/complicada de colecistite aguda, e não forma leve. O erro da alternativa é ignorar que o caráter enfisematoso implica infecção necrosante com maior risco de gangrena e perfuração.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a colecistite enfisematosa é uma infecção necrosante da vesícula associada com frequência a bactérias formadoras de gás. Entre as associações microbiológicas clássicas está Clostridium perfringens. No caso, o dado tomográfico de gás na parede da vesícula, somado ao perfil típico de homem idoso diabético, sustenta exatamente essa entidade.
Pegadinha da questão
A confusão real é tratar o caso como colecistite aguda comum e não perceber que o achado decisivo é o gás na parede da vesícula na tomografia, que muda o diagnóstico para colecistite enfisematosa, altera a gravidade e afasta tanto a classificação de quadro leve quanto o tratamento apenas conservador.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver gás na parede ou na luz da vesícula em paciente com quadro de colecistite, pense primeiro em forma enfisematosa.
  • Homem idoso e diabético favorece colecistite enfisematosa, não o perfil epidemiológico clássico da colecistite calculosa habitual.
  • Nessa entidade, a tomografia ajuda justamente porque demonstra gás e complicações locais.
  • Ao reconhecer forma enfisematosa, descarte alternativas que minimizem a gravidade ou proponham antibiótico isolado como tratamento definitivo.

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