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Um paciente será submetido a uma cirurgia abdominal de gran...

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Q4156455 Medicina
Um paciente será submetido a uma cirurgia abdominal de grande porte. Apresenta risco alto de tromboembolismo venoso (TEV) e risco moderado de sangramento, mas sem contraindicação absoluta ao uso de anticoagulantes. Qual é a conduta profilática mais adequada para prevenção de TEV nesse cenário?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em cirurgia abdominal de grande porte, o alto risco de TEV exige profilaxia farmacológica quando não há contraindicação absoluta ao anticoagulante; como o risco de sangramento é moderado, a estratégia mais adequada é associar enoxaparina em dose profilática a método mecânico.

Tema central: Profilaxia de TEV no perioperatório
Análise das alternativas
A
Errada
Meias de compressão elástica isoladas são insuficientes porque o caso descreve alto risco de TEV e ausência de contraindicação absoluta ao anticoagulante. Em paciente elegível para heparinoprofilaxia, método mecânico isolado não atende ao nível de proteção exigido; seu papel é de adjuvante ou de substituição quando a anticoagulação não pode ser usada.
B
Errada
Deambulação precoce é medida geral benéfica no pós-operatório, mas não substitui profilaxia específica em cirurgia abdominal de grande porte com alto risco trombótico. O erro da alternativa é tratar uma medida adjuvante como se fosse suficiente para prevenção de TEV em paciente de alto risco.
C
Errada
Profilaxia mecânica isolada durante a internação não é a melhor conduta porque o enunciado afirma que não há contraindicação absoluta ao uso de anticoagulantes. O risco moderado de sangramento não exclui heparina em dose profilática; ao contrário, favorece associá-la a método mecânico. Portanto, faltar a profilaxia farmacológica torna a estratégia inadequada para esse perfil de risco.
D
Certa
A alternativa D é a que corresponde ao critério decisivo do caso: paciente com alto risco de TEV deve receber profilaxia farmacológica quando o anticoagulante não está absolutamente contraindicado. A enoxaparina está proposta em contexto profilático no pós-operatório, o que é compatível com a prevenção perioperatória, e a associação com compressão pneumática intermitente é apropriada porque o risco hemorrágico não é baixo o suficiente para dispensar reforço mecânico. O ponto que sustenta a resposta é a superioridade da profilaxia combinada sobre medidas isoladas nesse cenário de alto risco trombótico.
E
Errada
Heparina não fracionada em dose plena desde o intraoperatório não corresponde a profilaxia padrão, mas a anticoagulação terapêutica, o que aumenta o risco hemorrágico em cirurgia abdominal de grande porte. A questão pede prevenção de TEV, e a base diferencia claramente dose profilática de anticoagulação plena, que não foi indicada pelo enunciado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre risco moderado de sangramento e contraindicação à heparina profilática, levando alguns candidatos a escolher método mecânico isolado; além disso, testa se o candidato diferencia profilaxia em dose adequada de anticoagulação plena.
Dica para questões semelhantes
  • Se o risco de TEV é alto e não há contraindicação absoluta ao anticoagulante, a profilaxia farmacológica deve estar presente na resposta.
  • Risco moderado de sangramento não equivale, por si só, a proibição de heparina em dose profilática; muitas vezes reforça a escolha combinada com método mecânico.
  • Em cirurgia geral, deambulação precoce, meias elásticas e outros métodos mecânicos isolados não bastam para paciente de alto risco quando anticoagulação é possível.
  • Diferencie sempre dose profilática de anticoagulação plena: aumentar a intensidade anticoagulante sem indicação terapêutica específica torna a conduta inadequada e mais hemorrágica.

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