Um laboratório de bacteriologia clínica que realiza metodolo...
Um laboratório de bacteriologia clínica que realiza metodologia semi-quantitativa de Maki para cultura de cateteres, recebeu três amostras de pontas de cateter venoso central, sabendo-se que área e pareamento são requisitos de interpretação de resultados:
• Amostra A: tinha 8 (oito) centímetros de comprimento e não vinha acompanhada de frascos de hemocultura.
• Amostra B: tinha 5 (cinco) centímetros de comprimento e acompanhava um par de frascos de hemoculturas, sendo um periférico e outro colhido através do cateter venoso central antes de sua retirada.
• Amostra C: também com 5 (cinco) centímetros de comprimento e não acompanhava frascos de hemocultura.
Levando em conta as afirmações, assinale a alternativa CORRETA.
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Para entender a questão apresentada, vamos discutir a técnica de Maki, que é um método semi-quantitativo utilizado para a cultura de pontas de cateter. Esse procedimento é fundamental para identificar infecções relacionadas a cateteres venosos centrais. A técnica envolve o cultivo da ponta do cateter em uma placa de ágar, onde a quantidade de colônias bacterianas é contada para determinar a presença de infecção. Segundo recomendações, a ponta do cateter deve ter um comprimento de até 5 cm para que a técnica seja aplicada corretamente.
Alternativa correta: D - Apenas a amostra A deve ser rejeitada, pois, não é possível realizar a técnica de Maki com cateter maior que 5 cm de comprimento.
Justificativa: A técnica de Maki requer que o cateter tenha 5 cm de comprimento. Amostras maiores não são adequadas para essa metodologia, pois podem comprometer a precisão do resultado, devido à impossibilidade de padronização da área de contato da ponta do cateter na placa de ágar. Portanto, a amostra A, com 8 cm, deve ser rejeitada.
Análise das alternativas incorretas:
A - A afirmação está parcialmente correta ao mencionar que a amostra A deve ser rejeitada devido ao comprimento. No entanto, não é necessário rejeitar a amostra C apenas por não ter frascos de hemocultura pareados, pois a técnica de Maki pode ser feita independentemente da presença de hemoculturas.
B - Esta alternativa sugere que a amostra A pode ser processada por metodologia qualitativa, o que não é o foco da questão. A técnica de Maki é o método em discussão, sendo inadequado considerá-la para amostras maiores que 5 cm.
C - A rejeição das amostras A e C por falta de hemoculturas pareadas não é justificável no contexto da técnica de Maki. O foco deve ser o comprimento do cateter, não a presença de hemoculturas.
E - Esta afirmação é incorreta, pois a técnica de Maki é, de fato, uma parte importante na avaliação da relação de um cateter com infecções de corrente sanguínea, especialmente quando combinada com outros métodos diagnósticos, como hemoculturas.
Para questões envolvendo metodologias laboratoriais, é crucial entender não só os procedimentos técnicos, mas também as justificativas para os requisitos, como o comprimento do cateter na técnica de Maki. Essa compreensão permite aplicar corretamente os métodos laboratoriais e interpretar os resultados com precisão, essencial em um ambiente clínico.
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