A dosagem do D-dímero é amplamente empregada na avaliação di...

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Q3873811 Medicina
A dosagem do D-dímero é amplamente empregada na avaliação diagnóstica do tromboembolismo pulmonar (TEP) e tromboembolismo venoso (TEV). Marque a alternativa INCORRETA sobre o D-dímero. 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O D-dímero tem elevada sensibilidade e baixa especificidade, podendo se elevar em múltiplas condições não tromboembólicas. No enunciado, a alternativa A é a incorreta porque exclui efusão pleural e eclâmpsia como causas de elevação, o que contraria a base médica; as demais alternativas estão de acordo com o uso do exame, o ajuste por idade e a aplicação em probabilidade pré-teste baixa ou intermediária.

Tema central: Interpretação do D-dímero
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a incorreta porque parte de uma premissa falsa sobre o significado biológico do D-dímero. Esse marcador é produto da degradação da fibrina estabilizada e pode estar elevado em múltiplas condições não tromboembólicas. Complicações obstétricas como preeclâmpsia/eclâmpsia cursam com ativação endotelial, da coagulação e da fibrinólise, podendo elevar o exame. Além disso, derrames pleurais, sobretudo em contextos inflamatórios, infecciosos ou neoplásicos, também podem associar-se a aumento do fibrin turnover local ou sistêmico. Portanto, não é correto excluir essas condições como causas de elevação significativa do D-dímero.
B
Errada
A ideia central está correta: em pacientes acima de 50 anos, interpreta-se o D-dímero com ponto de corte ajustado pela idade para reduzir falso-positivo. Porém, a fórmula depende da padronização e da unidade do ensaio; a base destaca que o ajuste clássico é idade x 10 em FEU nas unidades usuais do laboratório. Assim, a alternativa é compatível com o conceito cobrado, embora traga imprecisão de unidade.
C
Errada
A alternativa está correta porque descreve cenários clássicos de perda de especificidade do D-dímero. Pós-operatório, internação prolongada e hematomas subcutâneos aumentam ativação de coagulação e fibrinólise, elevando o marcador mesmo sem TEV. Nesses contextos, um resultado positivo tem menor valor discriminativo e a utilidade do teste para exclusão de TEV fica reduzida.
D
Errada
A alternativa está correta porque ensaios de alta sensibilidade, como ELISA e métodos quantitativos equivalentes, são úteis como teste de exclusão de TEP/TEV quando a probabilidade pré-teste é baixa ou intermediária. O critério decisivo aqui é que o D-dímero não confirma diagnóstico; ele ajuda a afastar TEV em probabilidade clínica não alta.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre 'D-dímero não é específico para TEV' e 'só se eleva em trombose sistêmica'. Isso leva o candidato a aceitar falsamente que eclâmpsia ou efusão pleural não elevam o exame.
Dica para questões semelhantes
  • Trate D-dímero como marcador de formação e degradação de fibrina, não como marcador específico de TEV.
  • Se a alternativa excluir gravidez, complicações obstétricas, inflamação, trauma, cirurgia ou hospitalização como causas de elevação, a tendência é estar errada.
  • Em maiores de 50 anos, verifique se a questão cobra ajuste por idade e confira sempre que a fórmula depende da unidade do laboratório.
  • Use mentalmente o D-dímero como teste de exclusão apenas em probabilidade pré-teste baixa ou intermediária.

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