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Q3873797 Medicina
Sobre o manejo da dor em pacientes em Cuidados Paliativos, marque a alternativa CORRETA. 
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão se resolve pela farmacologia clínica em cuidados paliativos: o item A é o único compatível com a base de decisão, porque AINEs tópicos são úteis em dor musculoesquelética/localizada com menor exposição sistêmica; as alternativas B, C e D contrariam princípios consolidados sobre morfina na disfunção renal, tolerância cruzada entre opioides e uso rotineiro de antiemético.

Tema central: Farmacologia da analgesia
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque AINEs tópicos, como diclofenaco, são opção válida em dor musculoesquelética ou reumatológica regional/localizada. Nessa situação, podem oferecer benefício analgésico comparável ao de AINEs orais em quadros selecionados, com menor absorção sistêmica e, por isso, menor risco de efeitos adversos sistêmicos, especialmente os gastrointestinais, renais e cardiovasculares. O ponto decisivo é que a comparabilidade vale no contexto de dor localizada, não como substituição universal para dor reumatológica difusa ou sistêmica.
B
Errada
Está errada porque minimiza justamente o principal cuidado com a morfina: na disfunção renal, seus metabólitos ativos podem se acumular, aumentando risco de sedação e neurotoxicidade. Portanto, não é correto dizer que ela pode ser usada sem grandes preocupações com ajuste de dose em insuficiência renal. A pegadinha é confundir metabolização hepática da morfina com segurança renal.
C
Errada
Está errada porque a tolerância cruzada entre opioides é incompleta, não completa. Esse é o fundamento da rotação de opioides: trocar para outro opioide pode melhorar analgesia e/ou reduzir toxicidade quando há suspeita de tolerância, resposta insuficiente ou efeitos adversos importantes. A afirmação nega um princípio farmacológico central do manejo com opioides.
D
Errada
Está errada porque, embora náusea seja efeito adverso frequente com morfina, isso não torna obrigatório o uso rotineiro de antiemético pré-tratamento para todos os pacientes. A conduta correta é individualizar, com monitorização e tratamento conforme necessidade. Transformar um efeito adverso comum em profilaxia universal é incorreto e pode levar a polifarmácia desnecessária.
Pegadinha da questão
A banca misturou uma afirmação correta sobre AINE tópico em dor localizada com três erros clássicos sobre opioides: esquecer o acúmulo de metabólitos ativos da morfina na insuficiência renal, assumir tolerância cruzada completa e tratar náusea frequente como indicação automática de profilaxia antiemética universal.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão falar em AINE tópico, confirme se o cenário é dor regional/localizada; é aí que a menor toxicidade sistêmica sustenta a alternativa.
  • Em morfina, não avalie só onde ela é metabolizada; lembre do destino renal dos metabólitos ativos e do risco de acúmulo na disfunção renal.
  • Quando aparecer rotação de opioides, pense em tolerância cruzada incompleta como fundamento para trocar o fármaco.
  • Efeito adverso frequente de opioide não significa profilaxia obrigatória para todos; procure se a alternativa individualiza ou universaliza a conduta.

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