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Q4156533 Medicina
Paciente do sexo feminino, 9 anos de idade, apresenta tumoração cística na região cervical, linha média, móvel à deglutição. A ultrassonografia mostra cisto de 2 cm de diâmetro próximo ao osso hioide com debrís em seu interior. O tratamento cirúrgico mais adequado é:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Massa cervical cística em linha média, móvel à deglutição, próxima ao osso hioide em criança é quadro típico de cisto do ducto tireoglosso; o tratamento cirúrgico padrão consolidado é a operação de Sistrunk, com retirada do cisto associada à ressecção da porção central do hioide e do trajeto remanescente, o que define a alternativa A.

Tema central: Cisto do ducto tireoglosso
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve a técnica de Sistrunk, que é o procedimento de escolha para cisto do ducto tireoglosso. O fundamento técnico é que o remanescente embrionário mantém relação íntima com o osso hioide e com o trajeto suprahioideo; por isso, a retirada adequada não se limita ao cisto isolado. A operação de Sistrunk remove o cisto com a porção central do hioide e o trajeto remanescente, reduzindo a recorrência em comparação com exérese simples ou procedimentos conservadores.
B
Errada
Está errada porque curetagem do osso hioide não corresponde ao procedimento padrão. O critério técnico correto é a ressecção da porção central do hioide em bloco com o cisto e o trajeto remanescente. Curetagem é abordagem incompleta e não substitui a retirada do segmento central do osso, que é o ponto cirúrgico decisivo para reduzir recidiva.
C
Errada
Está errada porque drenagem e antibioticoterapia não tratam definitivamente o cisto do ducto tireoglosso. Essas medidas só teriam papel temporário em cenário de infecção aguda ou abscesso, o que não foi descrito como problema principal. A presença de debrís no interior do cisto não muda, por si só, a indicação do tratamento definitivo cirúrgico.
D
Errada
Está errada porque marsupialização não remove o remanescente epitelial do ducto tireoglosso. Como a lesão decorre de persistência embrionária com trajeto relacionado ao hioide, deixar cápsula ou trajeto residual favorece persistência e recorrência. O tratamento correto exige exérese adequada do remanescente, não abertura da cápsula.
E
Errada
Está errada porque a via sublingual não é a abordagem padrão para cisto do ducto tireoglosso cervical próximo ao hioide. A topografia descrita pede abordagem cervical com técnica de Sistrunk. Essa alternativa desloca a conduta para uma via associada a outro cenário anatômico e, portanto, não corresponde ao tratamento correto desta lesão.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: interpretar os debrís ao ultrassom como indicação de drenagem e escolher uma alternativa que cita o hioide, mas com técnica errada, substituindo a ressecção central pela curetagem.
Dica para questões semelhantes
  • Em criança com massa cervical mediana, cística, móvel à deglutição e adjacente ao hioide, pense primeiro em cisto do ducto tireoglosso.
  • Para cisto do ducto tireoglosso, diferencie exérese simples de operação de Sistrunk: o ponto decisivo é incluir a porção central do hioide e o trajeto remanescente.
  • Debrís intracísticos no ultrassom não mudam isoladamente o tratamento definitivo quando o quadro clínico continua típico e não há descrição de abscesso agudo.

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