Paciente do sexo feminino, 6 anos de idade, apresenta reflu...

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Q4156524 Medicina

Paciente do sexo feminino, 6 anos de idade, apresenta refluxo gastroesofágico desde o nascimento, tratado de forma irregular. Há 2 meses, apresenta dificuldade para engolir e sensação de entalo da comida. Raio-X contrastado do esôfago: estenose do esôfago distal com dilatação à montante. Além de bloquear bomba de prótons, qual a conduta inicial mais adequada?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso descreve estenose péptica distal do esôfago por DRGE crônica, com disfagia e esofagograma mostrando estreitamento distal com dilatação a montante; diante de estenose sintomática já स्थापितa, a conduta inicial para desobstrução é a dilatação endoscópica, associada ao IBP.

Tema central: Estenose péptica esofágica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a correta porque atua diretamente sobre a complicação anatômica responsável pelos sintomas atuais: uma estenose distal cicatricial por refluxo crônico. Em estenose péptica sintomática, a primeira abordagem é restaurar a passagem do alimento por dilatação endoscópica, mantendo supressão ácida com inibidor de bomba de prótons para controle do componente péptico e redução de recorrência/progressão.
B
Errada
A válvula antirrefluxo trata o refluxo de base, mas não desfaz a estenose fibrosa já estabelecida nem resolve de forma inicial a disfagia obstrutiva. O sintoma atual decorre de estreitamento luminal documentado, portanto é preciso abordar primeiro a obstrução mecânica.
C
Errada
Cardiomiotomia associada à válvula antirrefluxo é conduta de distúrbio motor esofágico, especialmente acalásia. Aqui, o enunciado sustenta estenose péptica distal por DRGE crônica, isto é, lesão estrutural cicatricial, não falha de relaxamento do esfíncter esofágico inferior.
D
Errada
A toxina botulínica endoscópica tem papel em distúrbios motores por redução do tônus esfincteriano, como em cenários específicos de acalásia. Ela não corrige estreitamento fibrótico cicatricial; lesão estrutural por estenose péptica não responde a uma intervenção voltada para relaxamento muscular.
E
Errada
Esofagectomia segmentar é medida excessiva como abordagem inicial. Pela lógica de escalonamento terapêutico descrita na base, estenose péptica distal em criança deve ser inicialmente manejada com dilatação endoscópica e controle ácido; ressecção fica fora da abordagem inicial e não há base no enunciado para doença refratária ou falha prévia.
Pegadinha da questão
A banca separa tratamento da causa de base do tratamento da complicação atual: o IBP e até eventual cirurgia antirrefluxo controlam o refluxo, mas a disfagia decorre de estenose mecânica já instalada, que exige dilatação. Outra confusão real é tomar a dilatação a montante como acalásia, apesar do contexto favorecer estenose péptica distal.
Dica para questões semelhantes
  • Quando houver DRGE crônica + disfagia + estreitamento distal no contraste, pense primeiro em estenose péptica cicatricial.
  • Se a pergunta destacar conduta inicial além do IBP, procure a medida que resolva a obstrução mecânica já formada.
  • Não confunda dilatação proximal por estenose distal com acalásia sem elementos de distúrbio motor.
  • Fundoplicatura controla refluxo futuro, mas não é a primeira medida isolada para reabrir lúmen esofágico estenosado.

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