Menino de 3 anos de idade, assintomático, engoliu uma peça ...

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Q4156516 Medicina
Menino de 3 anos de idade, assintomático, engoliu uma peça de plástico há 2 horas. Exame físico: sem alterações. Qual a melhor conduta?
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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A história de ingestão recente de uma peça de plástico em criança pequena aponta para possível corpo estranho esofágico radiotransparente; como o plástico pode não aparecer na radiografia simples e o contraste não é exame inicial, a endoscopia digestiva alta imediata é a conduta que confirma a localização e permite retirada.

Tema central: Corpo estranho radiotransparente
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a radiografia simples pode ser normal mesmo com corpo estranho presente, já que plástico costuma ser radiotransparente. Portanto, esse exame não exclui retenção esofágica e não representa a melhor conduta diante das opções oferecidas.
B
Errada
Está errada porque conduta expectante com tamisação de fezes só faz sentido depois de haver segurança de que o objeto já ultrapassou o esôfago e é de baixo risco. O enunciado não demonstra isso, e a ingestão foi recente, com possibilidade de corpo estranho esofágico não visível.
C
Errada
Está errada porque estudo contrastado de esôfago não é o exame inicial de escolha nessa suspeita. Além de não ser a via preferencial quando há possibilidade de endoscopia diagnóstica e terapêutica, o contraste pode dificultar a visualização em eventual endoscopia subsequente e aumentar risco de aspiração.
D
Errada
Está errada porque laxantes e procinéticos não tratam possível impactação esofágica e podem atrasar a abordagem adequada. Não há indicação farmacológica para tentar impulsionar um corpo estranho cuja localização ainda pode ser esofágica.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a história é inequívoca de ingestão recente de objeto plástico, material potencialmente radiotransparente, em uma criança pequena. Nesse contexto, a ausência de sintomas nas primeiras horas não afasta impactação esofágica. A endoscopia digestiva alta é o método diagnóstico-terapêutico que resolve o problema: localiza o corpo estranho mesmo quando ele não é visível ao raio X e permite sua retirada na mesma abordagem.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que criança assintomática não pode ter corpo estranho esofágico e esquecer que plástico pode não aparecer na radiografia simples.
Dica para questões semelhantes
  • Se o objeto ingerido for potencialmente radiotransparente, radiografia normal não exclui corpo estranho relevante.
  • Em ingestão recente por criança pequena, ausência de sintomas não afasta retenção esofágica nas primeiras horas.
  • Não escolha contraste como etapa automática para objeto não radiopaco quando a endoscopia pode diagnosticar e tratar.
  • Só pense em observação quando já houver base para dizer que o objeto ultrapassou o esôfago e não há sinais de risco.

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