“Se um quadro vale mil palavras, um mapa vale um milhão. Uma...
(Fonte: PETERSEN, James F. Fundamentos de Geografia Física. São Paulo: Cengage Learning, 2014. pág. 29)
Analise as assertivas abaixo.
I – Em um mapa, os elementos que compõem o espaço geográfico podem ser representados de diversas formas. Entretanto, diante da complexidade do espaço geográfico, algumas informações são sempre priorizadas em detrimento de outras.
II – No caso dos mapas e cartas topográficas, as escalas cartográficas utilizadas em sua confecção pouco ou nada interferem no detalhamento e na precisão com que as variáveis da superfície terrestre são representadas.
III – Dependendo da escala cartográfica utilizada, um fenômeno que normalmente é representado de maneira pontual pode passar a ser representado de maneira zonal, passando-se a enfatizar a área ocupada por ele.
IV – Numa anamorfose geográfica, busca-se, através da manutenção da escala cartográfica em todo o mapa, demonstrar o grau de participação dos países em relação a fenômenos escolhidos e representados.
V – Nos mapas temáticos, os quais contêm informações selecionadas sobre determinados fenômenos ou temas do espaço geográfico, as representações quantitativas e qualitativas são mais relevantes que a precisão planimétrica ou altimétrica.
Assinale a alternativa que apresenta somente assertivas corretas.
Comentários
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Assertiva I (CORRETA):Diante da complexidade do espaço, o mapa é uma simplificação. Há sempre a perda de algumas informações para que outras possam ser destacadas, dependendo do objetivo do mapa.
Assertiva II (ERRADA): Ela diz que as escalas "pouco ou nada interferem no detalhamento". É o oposto completo! A escala é justamente o que define o nível de detalhe. Se você usa uma escala grande (como 1/1.000, que é uma planta de uma casa ou de um bairro), o detalhamento é altíssimo. Se usa uma escala pequena (como 1/50.000.000, que é o mapa-múndi), você perde quase todos os detalhes da superfície.
Assertiva III (CORRETA): Esse conceito é lindo e cai muito. Pense na cidade de Vitória (capital do ES, pelo amor de deus em) : se você olhar para ela em um mapa da América do Sul (escala pequena), ela vai ser representada apenas por um pontinho (fenômeno pontual). Agora, se você pegar o mapa municipal de Vitória (escala grande), aquele pontinho "se abre" e vira uma área inteira (fenômeno zonal), onde você consegue ver o contorno dos bairros, praias e manguezais.
Assertiva IV (ERRADA): O erro aqui está em dizer que a anamorfose busca a "manutenção da escala cartográfica em todo o mapa". Na verdade, a anamorfose faz exatamente o contrário: ela destrói e deforma a escala e as formas reais dos países. O objetivo dela é engordar ou emagrecer os territórios para mostrar um dado estatístico (como deixar a China e a Índia gigantescas num mapa de população, ou os EUA gigantescos num mapa de PIB).
Assertiva V (CORRETA): Em um mapa temático (como um mapa de focos de incêndio ou de distribuição da população), o que mais importa para quem está lendo é entender o tema (a informação qualitativa ou quantitativa). A precisão cirúrgica de saber a altitude exata de uma montanha ou a coordenada milimétrica (precisão planialtimétrica) fica em segundo plano, pois esse papel mais técnico pertence às cartas topográficas
- Escala grande = Muito detalhe = Área pequena mapeada (Ex: bairros).
- Escala pequena = Pouco detalhe = Área grande mapeada (Ex: continentes).
- Anamorfose = Deformação total da escala e do tamanho real para destacar um dado.
- Mapas temáticos = Foco no dado/tema, não na precisão topográfica.
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