“O relevo não é estático, mas dinâmico. O modelado da crosta...
(Fonte: MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o Ensino Médio. 2. ed. São Paulo: Atual, 2012. pág. 38).
A respeito da atuação dos agentes expostos no enunciado, julgue as assertivas a seguir: I – Como exemplo típico de intemperismo físico, as intensas variações diárias de temperatura, muito atuantes nos desertos, podem ocasionar a desintegração mecânica das rochas.
II – Como agentes erosivos, os ventos conseguem transportar poeira fina por centenas ou mesmo milhares de quilômetros, fazendo-a atravessar, inclusive, mares e oceanos.
III – No que diz respeito aos abalos sísmicos, a profundidade do foco em nada interfere na extensão da área afetada, bem como nas possibilidades de destruição geradas por esse fenômeno.
IV – Enquanto a epirogênese age sobre regiões estáveis da crosta, levando à ocorrência de áreas soerguidas e rebaixadas, a orogênese atua nos limites das placas tectônicas, resultando em dobras e falhas.
V – Comparando as possibilidades de atuação dos principais agentes envolvidos nos intemperismos físico e químico, conclui-se que as condições climáticas são irrelevantes para a prevalência, ou mesmo ocorrência, de um ou de outro processo.
Assinale a alternativa que apresenta todas as assertivas corretas.
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I – Como exemplo típico de intemperismo físico, as intensas variações diárias de temperatura, muito atuantes nos desertos, podem ocasionar a desintegração mecânica das rochas.
O intemperismo físico ou mecânico ocorre sem mudar a química da pedra. Nos desertos, a rocha esquenta muito de dia (expande) e esfria muito de noite (contrai). Esse "vai e vem" físico acaba quebrando a rocha em pedaços menores. O nome técnico disso é termoclastia.
II – Como agentes erosivos, os ventos conseguem transportar poeira fina por centenas ou mesmo milhares de quilômetros, fazendo-a atravessar, inclusive, mares e oceanos.
O vento é um agente de transporte fortíssimo. Um caso real e muito citado em provas é a Poeira do Saara, que atravessa o Oceano Atlântico e chega até a Amazônia, trazendo nutrientes como o fósforo. Isso mostra como a erosão eólica tem um alcance global.
III – No que diz respeito aos abalos sísmicos, a profundidade do foco em nada interfere na extensão da área afetada, bem como nas possibilidades de destruição geradas por esse fenômeno.
A profundidade do foco (hipocentro) interfere totalmente na destruição
- Sismos rasos: A energia chega na superfície com muito mais força, causando maior destruição.
- Sismos profundos: A energia se dissipa mais pela crosta antes de chegar ao topo, geralmente causando menos impacto direto nas construções.
IV – Enquanto a epirogênese age sobre regiões estáveis da crosta, levando à ocorrência de áreas soerguidas e rebaixadas, a orogênese atua nos limites das placas tectônicas, resultando em dobras e falhas.
Epirogênese: Movimentos verticais (soerguimento ou rebaixamento) em áreas estáveis, muitas vezes ligados ao ajuste de peso da crosta (isostasia). Não gera dobras.
Orogênese: Movimentos horizontais (choque de placas). É o que "forma montanhas" através de dobras e falhas. Pense em "O" de Horizontal (as dobras subindo).
V – Comparando as possibilidades de atuação dos principais agentes envolvidos nos intemperismos físico e químico, conclui-se que as condições climáticas são irrelevantes para a prevalência, ou mesmo ocorrência, de um ou de outro processo.
o clima não é irrelevante
- Climas úmidos e quentes (ex: Amazônia): Predomina o intemperismo químico (a água reage com os minerais).
- Climas secos ou muito frios (ex: Desertos ou Polos): Predomina o intemperismo físico (gelo ou variação de temperatura).
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