Ana Terra descia a coxilha no alto da qual ficava o rancho da
estância, e dirigia-se para a sanga, equilibrando sobre a cabeça
uma cesta cheia de roupa suja, e pensando no que a mãe
sempre lhe dizia: “Quem carrega peso na cabeça fica papudo”.
Ela não queria ficar papuda. Tinha vinte e cinco anos e ainda
esperava casar. Não que sentisse muita falta de homem, mas
acontecia que casando poderia ao menos ter alguma esperança
de sair daquele cafundó, ir morar no Rio Pardo, em Viamão ou
até mesmo voltar para a Capitania de São Paulo, onde nascera.
Ali na estância a vida era triste e dura.
VERÍSSIMO, Érico. Ana Terra. São Paulo: Companhia das Letras,
2005.
Considerando o contexto gramatical do Texto III, o emprego
das aspas na frase “Quem carrega peso na cabeça fica papudo”
se justifica por
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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