A veia safena magna continua sendo um dos condutos mais util...
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Gabarito: C
Tema central: A questão aborda as características, indicações e técnicas de utilização da veia safena magna como enxerto na cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM). O conhecimento detalhado sobre vantagens, limitações, avanços técnicos e evidências científicas relacionadas a esse conduto venoso é essencial ao cirurgião cardiovascular.
Justificativa da alternativa correta:
A alternativa C está incorreta ao afirmar que a retirada endoscópica da safena “não altera a patência do enxerto a longo prazo” e “não está associada ao aumento do custo da cirurgia”.
Evidências científicas recentes indicam que, apesar de a retirada endoscópica (EVH) realmente reduzir complicações quanto à ferida operatória (menor infecção e deiscência), há estudos mostrando tendência a menor perviedade do enxerto venoso a longo prazo comparativamente à técnica aberta tradicional, especialmente em acompanhamentos superiores a 3-5 anos. Além disso, o uso de materiais e habilidades específicas na EVH acarreta aumento de custos para a instituição, tornando equivocada a afirmação da alternativa.
Análise das demais alternativas:
Alternativa A - Correta: A safena magna, por apresentar fácil acesso anatômico, diâmetro apropriado e resistência natural ao espasmo, é frequentemente escolhida para enxertos em CRM. De acordo com o manual Sabiston – Tratado de Cirurgia: “condutos venosos, sobretudo a safena magna, são de fácil manejo e manipulação, auxiliando o trabalho cirúrgico” (Sabiston, 21ª ed., Cap. 71).
Alternativa B - Correta: O uso de AAS e agentes redutores de lipídios após a CRM prolonga a perviedade dos enxertos venosos ao reduzir a trombose e o processo aterosclerótico, constituindo medida padrão segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCV) e literatura internacional (Harrisson’s, 21ª ed., cap. 246).
Alternativa D - Correta: A técnica “no touch” (retirada com pedículo íntegro) associada à preservação em sangue heparinizado preserva o endotélio venoso. Como destaca o Protocolo Europeu de Enxertos Venosos: “A técnica no touch promove melhor patência do enxerto venoso a longo prazo”.
Dica de prova: Fique atento a afirmações categóricas como “não altera” e “não está associada”, pois podem ocultar pegadinhas, ignorando nuances encontradas em estudos clínicos.
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