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Q753575 Medicina
A síndrome coronariana aguda engloba diversas variedades de oclusão coronariana. Dentre as principais temos: infarto agudo do miocárdio (com ou sem elevação do ST), angina instável, angina de Prinzmetal e angina pós infarto agudo do miocárdio. As formas de tratamento da síndrome coronariana aguda são: tratamento medicamentoso, tratamento percutâneo e tratamento cirúrgico. Todas as alternativas abaixo a respeito do tratamento da síndrome coronariana aguda estão corretas, EXCETO:
Alternativas

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Tema central: O foco da questão está no manejo clínico da Síndrome Coronariana Aguda (SCA), incluindo suas formas de apresentação (com e sem elevação do segmento ST) e suas principais modalidades terapêuticas: tratamento farmacológico, percutâneo e cirúrgico.

Justificativa da alternativa correta (B): A alternativa B está incorreta, sendo portanto o gabarito.

Ela afirma equivocadamente que, por inexistirem preocupações com sangramento e por dificuldades estruturais, o trombolítico seria o tratamento mais realizado atualmente na SCACSST. No contexto atual, as principais diretrizes brasileiras e internacionais apontam a angioplastia primária como padrão-ouro para infarto agudo do miocárdio com supra de ST, devendo ser preferida sempre que disponível.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2025): “A angioplastia primária deve ser preferida quando disponível, pelo seu maior benefício clínico. O trombolítico é reservado para situações em que não há acesso rápido ao procedimento.”

Análise das alternativas:

A) Correta. A estabilização farmacológica inicial e a estratificação de risco utilizando critérios clínicos, ECG e marcadores de necrose são condutas respaldadas pelas diretrizes (SBC/ESC/Min. Saúde). Dessa estratificação, define-se o caminho seguinte (conduta clínica, angioplastia ou cirurgia).

B) Incorreta. O erro consiste em afirmar que o trombolítico é o tratamento mais realizado; atualmente, a angioplastia é o tratamento de escolha na maioria dos centros capacitados. O uso do trombolítico restringe-se a situações de impossibilidade logística para angioplastia.

C) Correta. O tratamento cirúrgico da SCA está indicado nas complicações mecânicas do infarto: ruptura do septo interventricular, ruptura de músculo papilar, pseudoaneurisma/ruptura do ventrículo esquerdo. Essas indicações são clássicas e respaldadas tanto na prática clínica quanto nas diretrizes (ESC 2023, SBC 2025).

D) Correta. O avanço do tratamento percutâneo de fato relegou a cirurgia para situações especiais. A angioplastia tornou-se o padrão na abordagem do supra de ST, como reforça a última diretriz da SBC: “A angioplastia é o método preferencial na SCA com supra de ST.”

Pegadinhas & Estratégias: Fique atento a afirmações absolutas ou desatualizadas (“é o mais realizado”), aos termos relativos a protocolos atuais e à diferenciação entre indicações do tratamento cirúrgico (complicações mecânicas) e percutâneo (fluxo coronariano comprometido, sem complicações estruturais).

Resumo final: O conhecimento e aplicação dos protocolos atualizados da SBC e ESC garantem o acerto. Em situações de emergência, o acesso rápido à angioplastia salva vidas e deve ser priorizado.
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A alternativa correta é a C. O tratamento cirúrgico da síndrome coronariana aguda é indicado apenas nas complicações mecânicas do infarto agudo, como a ruptura de septo interventricular, ruptura de músculo papilar, rotura de parede do ventrículo e pseudoaneurisma do ventrículo esquerdo. As outras alternativas estão corretas: a abordagem inicial da síndrome coronariana aguda sem elevação do segmento ST é a estabilização farmacológica seguida de estratificação de risco; o tratamento da síndrome coronariana aguda com elevação do segmento ST pode ser farmacológico, percutâneo ou cirúrgico; e, com o avanço técnico do tratamento percutâneo, a angioplastia tem se tornado o padrão-ouro na síndrome coronariana aguda com elevação do segmento ST.

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