A agressão isquêmica antes da cirurgia, a proteção miocárdic...

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Q753567 Medicina
A agressão isquêmica antes da cirurgia, a proteção miocárdica inadequada, a revascularização miocárdica incompleta e a oclusão dos enxertos estão associados a disfunção miocárdica em pós operatório, bem como a insuficiência cardíaca e choque cardiogênico. A incidência da síndrome de baixo débito cardíaco está em torno de 5% a 9%, com consequências na mortalidade pós cirurgia de revascularização do miocárdio. Os preditores de síndrome de baixo débito cardíaco em ordem decrescente de importância são:
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Tema central: A questão aborda preditores da síndrome de baixo débito cardíaco (SBDC) no pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM), um tema fundamental para o cirurgião cardiovascular diante do potencial impacto na morbimortalidade.

A SBDC ocorre quando o coração não é capaz de manter um débito cardíaco adequado após a cirurgia, resultando em má perfusão sistêmica. Os fatores que aumentam esse risco são bem estabelecidos em evidências científicas e diretrizes internacionais.

Análise da alternativa correta (B):

B) Fração de ejeção de VE < 20%, reoperação, cirurgia de emergência.

Esses três fatores são os principais preditores de SBDC no pós-operatório de CRM:

  • Fração de ejeção do VE < 20%: indica disfunção sistólica grave, predispondo o paciente a baixo débito mesmo após revascularização (cf. Harrison’s Principles of Internal Medicine).
  • Reoperação: procedimentos cirúrgicos prévios aumentam adesões e risco de lesão, o que compromete a resposta miocárdica (Diretriz da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, 2017).
  • Cirurgia de emergência: contexto clínico instável, frequentemente com instabilidade hemodinâmica e sem preparo ideal, aumenta risco de SBDC.

Esses fatores são destacados em diversas revisões sistemáticas (ex: UpToDate, "Management of post-cardiotomy low cardiac output syndrome", 2023).

Crítica das alternativas incorretas:

A) Idade > 70 anos, lesão de tronco de coronária esquerda, IAM recente – são fatores de risco global, mas não os principais preditores imediatos de SBDC no contexto cirúrgico.

C) Sexo feminino, diabetes, acometimento triarterial – são fatores de risco cardiovascular, mas não determinantes isolados para SBDC pós-CRM.

D) Lesão de tronco, choque cardiogênico, IAM recente – Embora sejam sérios, choque cardiogênico e IAM são indicativos graves prévios; mas a associação predominante para SBDC imediato é com FE <20%, reoperação e cirurgia de emergência.

Estratégia de prova: Priorize alternativas que tragam fatores diretamente relacionados à função ventricular e à complexidade cirúrgica. Atente-se a conceitos como “fração de ejeção reduzida” e “cirurgia de emergência”, frequentemente presentes nos casos de maior gravidade.

Resumo das diretrizes: “Baixa fração de ejeção, reoperação e cirurgia de emergência são os preditores mais significativos de SBDC no cenário pós-CRM.” (Diretriz SBCCV, cap. 4).

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A questão apresenta informações sobre a síndrome de baixo débito cardíaco em pacientes que se submeteram a cirurgia de revascularização do miocárdio. A resposta correta é a alternativa B, que elenca os preditores de síndrome de baixo débito cardíaco em ordem decrescente de importância como: fração de ejeção de VE < 20%, reoperação e cirurgia de emergência. Isso significa que a fração de ejeção é um importante indicador da capacidade do coração em bombear sangue para o corpo, sendo a baixa fração de ejeção um indicativo de disfunção miocárdica. A reoperação e cirurgia de emergência também aumentam o risco de síndrome de baixo débito cardíaco. É importante que os profissionais de saúde responsáveis pelo tratamento desses pacientes estejam atentos a esses fatores de risco, para prevenir complicações pós-cirúrgicas.

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