A mediastinite, associada ou não a infecção e osteomielite d...

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Q753563 Medicina
A mediastinite, associada ou não a infecção e osteomielite de esterno ocorre em 4% dos pacientes submetidos a cirurgia de revascularização do miocárdio, acarretando óbito em 25% dos casos. Analise as alternativas abaixo: I. A aplicação profilática intranasal de mopirocina e a administração de antibiótico intravenoso antes da incisão da pele e banho com clorexidine degermante antes da operação são práticas que evitam a infecção esternal e mediastinite. II. Obesidade e diabetes mellitus são fortes preditores independentes de mediastinite. O diabético insulino-dependente é muito suscetível a mediastinite. Trabalhos recentes demonstram que o controle agressivo das taxas glicêmicas no pré-operatório e durante a cirurgia reduz o risco de mediastinite. III. Outras variáveis associadas a mediastinite incluem: reoperação, reoperação por sangramento, necessidade de transfusão sanguínea. IV. O uso de artérias torácicas internas direita e esquerda, principalmente em mulheres obesas e diabéticas está associada ao aumento de incidência de mediastinite. Estão CORRETAS as afirmações:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda mediastinite pós-operatória, complicação infecciosa grave e de alta mortalidade, especialmente após cirurgias cardíacas com abertura esternal. Concursos para Cirurgião Cardiovascular frequentemente cobram a prevenção, fatores de risco e conduta para esse quadro.

Justificativa da alternativa correta (B – Todas as afirmativas):

I. Mupirocina intranasal, antibiótico profilático pré-incisão e banho com clorexidina são estratégias reconhecidas em diretrizes, como destaca a American Association for Thoracic Surgery (AATS) – 2017: “A profilaxia antimicrobiana pré-operatória e a descontaminação nasal reduzem de modo significativo a incidência de infecção esternal.”

II. Obesidade e diabetes mellitus, especialmente insulino-dependentes, representam riscos claros para mediastinite, pois comprometem a imunidade e a cicatrização. O controle glicêmico rigoroso intra e perioperatório está vinculado à redução das infecções, conforme o UpToDate (2022): “O controle glicêmico intensivo reduz a incidência de infecção do sítio cirúrgico em pacientes cardíacos.”

III. Reoperação, principalmente por sangramento, e transfusão sanguínea aumentam a exposição a agentes infecciosos e prejudicam a integridade tecidual. Diretriz do Ministério da Saúde (Protocolo de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde) reconhece esses fatores.

IV. Uso bilateral das artérias torácicas internas compromete a vascularização do esterno, especialmente em mulheres obesas e diabéticas, elevando o risco para mediastinite, conforme revisões sistemáticas recentes e diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular.

Análise crítica das incorretas:

A) (Nenhuma das afirmativas) — Está incorreta, pois todas as assertivas correspondem às melhores práticas comprovadas.
C) (Somente I e IV) — Incorreta, pois exclui fatores de risco e condutas consagradas (II e III).
D) (Somente II e III) — Incorreta, pois omite a relevância da profilaxia citada na I e técnica cirúrgica da IV.

Destaques para interpretação em provas: Atenção especial a termos como “evitam”, “preditores independentes” e “variáveis associadas”. O examinador pode tentar confundir eliminando detalhes — portanto, grave as listas de fatores e práticas preventivas mais cobradas, especialmente para candidatos a Cirurgia Cardio.

Resumo: Todas as afirmativas estão corretas, tendo respaldo em diretrizes nacionais e internacionais, além de literatura médica de referência como Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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A alternativa correta é a letra B, todas as afirmativas estão corretas. Na afirmativa I, é mencionado que a aplicação profilática de mopirocina e a administração de antibiótico intravenoso antes da incisão da pele e banho com clorexidine degermante antes da operação são práticas que evitam a infecção esternal e mediastinite. Essa é uma prática comum em cirurgias cardíacas, já que a infecção é uma das principais complicações pós-operatórias. Na afirmativa II, é mencionado que obesidade e diabetes mellitus são fatores de risco para mediastinite, e o controle agressivo das taxas glicêmicas no pré-operatório e durante a cirurgia pode reduzir o risco de mediastinite, como foi comprovado em trabalhos recentes. Na afirmativa III, é mencionado que outras variáveis associadas a mediastinite incluem reoperação, reoperação por sangramento e necessidade de transfusão sanguínea. Essas são situações em que há uma maior chance de infecção e, portanto, de mediastinite. Na afirmativa IV, é mencionado que o uso de artérias torácicas internas direita e esquerda, principalmente em mulheres obesas e diabéticas, está associado ao aumento da incidência de mediastinite. Isso ocorre porque esses pacientes apresentam maior risco de complicações pós-operatórias, incluindo a mediastinite.

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