Um homem de 58 anos apresenta adenocarcinoma de pulmão avan...

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Q4191218 Patologia
Um homem de 58 anos apresenta adenocarcinoma de pulmão avançado. A análise molecular do tumor revela uma mutação ativadora em um proto-oncogene relacionado à via de sinalização de receptor tirosina-quinase, promovendo proliferação celular independente de estímulos externos.

Com base nos princípios de carcinogênese molecular, qual alteração a seguir melhor exemplifica esse mecanismo?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O enunciado descreve mutação ativadora em proto-oncogene da via de receptor tirosina-quinase, com proliferação independente de estímulos externos. Esse mecanismo corresponde a ganho de função em EGFR, um oncogene que produz sinalização proliferativa constitutiva e define a alternativa B.

Tema central: Oncogene ativado vs supressor tumoral
Análise das alternativas
A
Errada
Metilação do promotor de MLH1 causa perda funcional de um gene de reparo de mismatch, levando à instabilidade de microssatélites. É mecanismo de defeito de reparo genômico, não de ativação constitutiva de via proliferativa por receptor tirosina-quinase.
B
Certa
A alternativa B está correta porque EGFR é um receptor tirosina-quinase que funciona como proto-oncogene e, quando sofre mutação ativadora, passa a gerar sinalização proliferativa constitutiva mesmo sem ligante. Isso exemplifica exatamente a autossuficiência em sinais de crescimento descrita no enunciado, por ganho de função.
C
Errada
Perda bialélica de TP53 representa perda de função de gene supressor tumoral, com falha na resposta ao dano ao DNA, na parada do ciclo e na apoptose. Isso remove um freio do crescimento, mas não corresponde ao mecanismo pedido de mutação ativadora em proto-oncogene ligado à via RTK.
D
Errada
Deleção de RB também é perda de função de gene supressor tumoral, permitindo progressão inadequada de G1 para S. O problema é de checkpoint do ciclo celular, não de sinalização mitogênica constitutiva por receptor tirosina-quinase.
E
Errada
Inativação de BRCA1 compromete recombinação homóloga e gera instabilidade genômica por defeito de reparo de DNA. É mecanismo de perda de reparo, não ganho de função em proto-oncogene com autossuficiência em sinais proliferativos.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre alterações moleculares que participam da carcinogênese em geral e o mecanismo específico pedido: ativação de proto-oncogene da via receptor tirosina-quinase. TP53, RB, BRCA1 e MLH1 são relevantes em câncer, mas representam perda de freio ou defeito de reparo, não o acelerador proliferativo descrito.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado falar em mutação ativadora, pense primeiro em ganho de função de proto-oncogene, não em gene supressor tumoral.
  • Quando aparecer receptor tirosina-quinase com proliferação independente de estímulo externo, procure exemplo de sinalização constitutiva como EGFR.
  • Separe mentalmente três grupos: oncogene ativado = sinal de crescimento; supressor tumoral perdido = falha de freio; gene de reparo perdido = instabilidade genômica.

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