A Guerra de Canudos, ocorrida no sertão da Bahia entre
1896 e 1897, foi um conflito que opôs o Exército
Brasileiro à comunidade liderada por Antônio
Conselheiro. Na época, o discurso oficial militar
descrevia Canudos como um foco de fanatismo religioso
e ameaça à ordem republicana, justificando a violência
empregada contra seus habitantes. Em 1997, o jornal
Folha de S.Paulo reinterpretou esse episódio histórico,
adotando uma visão que contrasta com a narrativa
militar. Segundo a análise do discurso da Folha, o
conflito foi retratado como uma supressão injusta de uma
comunidade marginalizada, revelando um esforço para
reconstruir a memória histórica de maneira mais inclusiva
e questionadora. Considerando essa abordagem,
pode-se afirmar que o discurso da Folha de S.Paulo
buscava: