Paciente do sexo masculino, de 66 anos, obeso (IMC: 34 kg/m...

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Q4191207 Medicina

Paciente do sexo masculino, de 66 anos, obeso (IMC: 34 kg/m2), sedentário, refere polidipsia, poliúria e fadiga progressiva há cinco meses. Exames laboratoriais revelam glicemia de jejum de 178 mg/dL e hemoglobina glicada (HbA1c) de 8,3%. Não há história de cetoacidose.



A patogenia do presente caso baseia-se em

Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso é compatível com diabetes mellitus tipo 2: idoso, obeso, sedentário, com hiperglicemia e HbA1c elevadas, sem cetoacidose. Nessa situação, a fisiopatologia típica é resistência periférica à insulina associada à disfunção progressiva das células beta, o que sustenta a alternativa D.

Tema central: Patogênese do DM2
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Hipofunção de células alfa pancreáticas não é o mecanismo central do DM2. As células alfa secretam glucagon; sua hipofunção reduziria glucagon e não explica a hiperglicemia como mecanismo principal do caso.
B
Errada
Incorreta. Destruição autoimune progressiva das células beta caracteriza diabetes mellitus tipo 1. O caso tem o padrão clínico-fisiopatológico mais compatível com DM2: idoso, obeso, sedentário, evolução insidiosa e sem história de cetoacidose.
C
Errada
Incorreta. No DM2, a produção hepática de glicose está inadequadamente aumentada, e não diminuída. A resistência à insulina permite manutenção da produção hepática de glicose apesar da hiperglicemia.
D
Certa
A alternativa D descreve o mecanismo clássico do diabetes mellitus tipo 2. Neste quadro, a hiperglicemia decorre de resistência à ação da insulina nos tecidos periféricos e de falência progressiva das células beta pancreáticas, com deficiência relativa de insulina. O fenótipo do caso — idade avançada, obesidade, sedentarismo, evolução gradual e ausência de cetoacidose — é típico de DM2 e não de diabetes tipo 1.
E
Errada
Incorreta. Ausência absoluta de insulina circulante descreve deficiência absoluta, típica de DM1, e não o mecanismo habitual do DM2. Aqui, o esperado é deficiência relativa de insulina associada à resistência periférica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre reconhecer diabetes pelos sintomas e reconhecer o subtipo fisiopatológico: sintomas clássicos de hiperglicemia não significam automaticamente destruição autoimune ou ausência absoluta de insulina.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões de patogênese do DM2, procure a combinação correta: resistência à insulina mais disfunção progressiva de células beta.
  • Idade avançada, obesidade, sedentarismo e curso insidioso favorecem DM2.
  • Elimine alternativas que descrevem deficiência absoluta de insulina ou destruição autoimune quando o quadro clínico for típico de DM2.
  • Cheque a direção fisiológica do mecanismo: no DM2, a produção hepática de glicose não diminui; ela permanece inadequadamente aumentada.

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