Criança de 11 anos, vive com HIV por transmissão vertical e ...

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Q4191198 Saúde Pública
Criança de 11 anos, vive com HIV por transmissão vertical e reside com sua avó materna, que é sua cuidadora principal e possui baixa escolaridade. Ele encontra-se clinicamente estável, com carga viral indetectável há dois anos e contagem de linfócitos T CD4 de 23%. Ele frequenta a escola regularmente, mas a avó relata receio de que o neto sofra preconceito caso a escola descubra o diagnóstico. O paciente está iniciando a puberdade e começou a questionar a finalidade dos medicamentos que utiliza diariamente. Durante a consulta na Unidade de Referência, a equipe multiprofissional avalia o plano de imunização, as estratégias de adesão e o processo de revelação diagnóstica.

Nessa circunstância, é correto afirmar que a
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era a presença de cuidadora principal e de rede de suporte no seguimento de uma criança/adolescente vivendo com HIV, pois o protocolo trata esse apoio como condição importante para a adesão.

Tema central: Adesão no HIV pediátrico
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque a revelação diagnóstica não é definida pelo protocolo como uma sessão breve única para encerrar o assunto. O procedimento correto é gradual, individualizado, iniciado conforme a curiosidade e a capacidade de compreensão da criança, com acompanhamento após a revelação.
B
Errada
Errada porque a indicação de vacina contra febre amarela em criança vivendo com HIV não se baseia apenas na ausência de sintomas clínicos graves. O critério operacional exige avaliação imunológica específica e análise do contexto de risco-benefício.
C
Errada
Errada porque não há base para dizer que comunicar a soropositividade à direção da escola garanta segurança biológica de terceiros. Ao contrário, o protocolo reconhece o problema do estigma no ambiente escolar, e o convívio escolar ordinário não justifica quebra de sigilo por essa razão.
D
Errada
Errada porque a transição para o serviço de adultos não ocorre automaticamente ao atingir a maioridade civil. O protocolo exige planejamento gradual, preparo e observância de critérios assistenciais.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o PCDT para crianças e adolescentes vivendo com HIV atribui papel crítico ao apoio do cuidador, da família e da rede de suporte na manutenção da adesão ao tratamento antirretroviral prolongado.
Pegadinha da questão
A questão mistura uma diretriz efetivamente afirmada pelo protocolo — o papel permanente do cuidador e da rede de apoio na adesão — com alternativas que parecem plausíveis, mas erram por absolutizar condutas: sessão breve de revelação, critério clínico genérico para febre amarela, quebra de sigilo em nome de segurança e transição automática pela idade.
Dica para questões semelhantes
  • Em HIV pediátrico, adesão prolongada deve ser lida como processo sustentado por cuidador, família, equipe multiprofissional e rede de apoio, mesmo com carga viral indetectável.
  • Quando a alternativa trouxer conduta em HIV pediátrico formulada como regra automática ou única, confronte com o protocolo: revelação e transição costumam ser processos graduais e individualizados.
  • Em vacinação de pessoa vivendo com HIV, descarte critérios genéricos isolados quando a diretriz exigir avaliação imunológica e análise específica de indicação.

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