Paciente de 45 anos, em programa de vigilância por esôfago ...

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Q4191285 Patologia
Paciente de 45 anos, em programa de vigilância por esôfago de Barrett diagnosticado há 05 anos, procura o ambulatório para avaliação da indicação de terapia endoscópica de erradicação, devido a biópsias compatíveis com adenocarcinoma intramucoso, realizadas há duas semanas, em uma clínica de endoscopia na sua cidade de origem.
Para esse caso, qual é a conduta imediata adequada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em esôfago de Barrett com biópsia externa recente compatível com adenocarcinoma intramucoso, a conduta imediata indicada antes de qualquer terapia de erradicação é confirmar o diagnóstico por revisão histopatológica com patologista gastrointestinal experiente, conforme ESGE e ASGE, porque há variabilidade interobservador relevante e isso pode redefinir a indicação terapêutica.

Tema central: Confirmação histológica no Barrett
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. O protocolo de Seattle é método de amostragem sistemática e vigilância do Barrett. Aqui já existe biópsia externa positiva para adenocarcinoma intramucoso, e a questão pede a conduta imediata antes da terapia de erradicação. Nessa situação, a prioridade é confirmar o diagnóstico histológico por especialista, e não repetir vigilância com biópsias seriadas.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o ponto decisivo da questão é a etapa pré-terapêutica diante de neoplasia associada ao Barrett diagnosticada fora do serviço de referência. A base de decisão mostra que as diretrizes ESGE e ASGE recomendam revisão do material histológico por pelo menos um patologista com expertise em patologia gastrointestinal antes de indicar erradicação endoscópica. Isso se justifica pela variabilidade interpretativa entre alterações regenerativas, displasia e adenocarcinoma intramucoso, que pode mudar a estratégia entre vigilância, ablação ou ressecção.
C
Errada
Incorreta. A ablação por radiofrequência não deve ser iniciada com base apenas em laudo externo recente. A base deixa claro que a terapia ablativa não substitui a confirmação diagnóstica nem a avaliação de eventual lesão visível, que pode exigir ressecção para estadiamento histológico local. Portanto, RFA não é a conduta imediata nesse cenário.
D
Errada
Incorreta. A mucosectomia pode ter papel diagnóstico-terapêutico em neoplasia precoce quando há lesão visível ou nodular, mas o enunciado não informa lesão-alvo endoscópica. Pela base, não se parte diretamente para EMR sem antes revisar o laudo histológico externo e sem caracterização endoscópica adequada.
E
Errada
Incorreta. Otimizar supressão ácida e repetir endoscopia após 8 a 12 semanas é lógica usada em cenários como displasia indefinida ou alguns contextos de baixo grau, não para um laudo sugestivo de adenocarcinoma intramucoso. Essa alternativa posterga indevidamente a validação de um possível câncer precoce, quando o correto é confirmação diagnóstica imediata por revisão especializada.
Pegadinha da questão
A banca explorou a troca entre etapa diagnóstica obrigatória e etapa terapêutica: diante de adenocarcinoma intramucoso no Barrett, o impulso é escolher RFA ou EMR, mas a primeira conduta correta é confirmar o laudo externo com revisão histopatológica especializada.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão trouxer displasia ou neoplasia no Barrett diagnosticada em biópsia externa, pense primeiro em confirmação por patologista gastrointestinal experiente.
  • Não confunda protocolo de Seattle com conduta imediata após laudo já positivo para neoplasia; Seattle é ferramenta de amostragem e vigilância.
  • Ablação e ressecção são etapas subsequentes e dependem de diagnóstico validado e da avaliação endoscópica da presença de lesão visível.

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