Com relação às recomendações de manejo endoscópico da obstru...

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Q4191273 Medicina
Com relação às recomendações de manejo endoscópico da obstrução gastroduodenal, assinale a alternativa correta.
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Segundo a diretriz ASGE 2020, na obstrução gastroduodenal maligna incurável em paliação, a escolha entre SEMS e gastrojejunostomia/gastroenteroanastomose cirúrgica deve considerar o prognóstico; quando há expectativa de vida superior a 6 meses e bom performance status, a recomendação favorece a cirurgia em vez da SEMS.

Tema central: Paliação da obstrução maligna
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reproduz a recomendação decisiva da diretriz citada na base: SEMS e derivação cirúrgica podem ser usados na paliação, mas não são equivalentes em todos os perfis. Quando o paciente tem boa capacidade funcional e sobrevida esperada maior que 6 meses, a vantagem da cirurgia é a patência mais duradoura e a menor chance de nova obstrução com necessidade de novo procedimento. Portanto, nesse cenário, paliação não significa preferência automática por stent.
B
Errada
Está errada porque a diretriz ASGE 2020 não estabelece uso preferencial universal de SEMS totalmente recoberta na obstrução gastroduodenal maligna. A base é explícita em afirmar que não há evidência suficiente para recomendar coberta versus não coberta de modo geral; a escolha depende das características do caso, disponibilidade e preferência, e não de uma regra fixa.
C
Errada
Está errada porque não há evidência para afirmar superioridade uniforme de toxina botulínica associada à dilatação pneumática sobre cirurgia nas formas benignas. O manejo depende da etiologia, da extensão da estenose e da resposta à dilatação.
D
Errada
Está errada porque inverte a epidemiologia pediátrica. Segundo o conhecimento consolidado citado na base, na infância predominam causas benignas, especialmente congênitas ou adquiridas benignas, e não etiologias malignas. Logo, a afirmação de que a maior parte das obstruções gastroduodenais infantis seria maligna contraria o dado clínico fundamental.
E
Errada
Está errada porque desconsidera o tratamento etiológico da doença ulcerosa péptica. A base afirma que, nas obstruções pépticas, a erradicação do H. pylori integra o manejo e reduz recorrência/progressão do processo causal; a necessidade de dilatação endoscópica não torna esse tratamento inútil nem autoriza concluir que ele não melhora o prognóstico.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre paliação e indicação automática de SEMS. O dado realmente decisivo não era apenas o contexto paliativo, mas a combinação de sobrevida esperada maior que 6 meses com bom performance status, que desloca a preferência para derivação cirúrgica.
Dica para questões semelhantes
  • Em obstrução gastroduodenal maligna paliativa, não decida só por ser paliação; primeiro estratifique sobrevida esperada e performance status.
  • SEMS tende a favorecer recuperação mais rápida, mas cirurgia ganha peso quando a necessidade principal é durabilidade com menos reintervenção.
  • Se a alternativa trouxer preferência universal por stent coberto ou por tratamento endoscópico nas formas benignas, confronte com a ausência de recomendação geral na diretriz.
  • Nas estenoses pépticas, diferencie alívio mecânico da obstrução de tratamento da causa: necessidade de dilatação não exclui a importância de erradicar H. pylori.

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