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Q3450858 Odontologia
Ainda na fase inicial do tratamento para a realização das sobredentaduras, é necessário que seja feita uma análise do espaço existente para a confecção das próteses.
Nesse contexto, qual o principal parâmetro clínico a ser considerado na avaliação do espaço protético?
Alternativas

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Tema central: avaliação do espaço protético para sobredentaduras. Esse espaço é a distância intermaxilar disponível para acomodar dentes artificiais, base acrílica/metal e eventuais attachments (p. ex., Locator, barra), sem comprometer função, fonética e estética.

Alternativa correta: C — Dimensão Vertical de Oclusão (DVO)

A DVO é o parâmetro clínico que determina a distância intermaxilar quando os dentes (ou planos de orientação) estão em oclusão. É nessa posição que medimos se há espaço suficiente para os componentes da sobredentadura (dentes, base e retenções) e se a espessura mínima de materiais será respeitada (ex.: base acrílica ~2 mm; dentes artificiais geralmente 6–8 mm; attachments unitários ~3–5 mm). Estabelecemos a DVO tipicamente em relação cêntrica usando roletes de cera, aferindo estética, fonética (sons “F”/“V”) e conforto. Se a DVO estiver inadequada, surgem problemas como colapso facial (DVO baixa), dificuldade fonatória e sobrecarga muscular/articular (DVO alta). Referências: Glossary of Prosthodontic Terms (GPT-9/10); Boucher’s Prosthodontic Treatment for Edentulous Patients; McCracken’s Removable Partial Prosthodontics.

Por que as demais estão incorretas?

A — Relação Cêntrica (RC): é uma posição mandibular estável, independente de dentes. Serve como referência de posição para registrar a DVO, mas não é uma medida de espaço. Logo, não responde à pergunta sobre o “principal parâmetro” do espaço protético.

B — Dimensão Vertical de Repouso (DVR): é a distância entre maxila e mandíbula em postura de repouso. Usamos a DVR para estimar a DVO via espaço funcional livre (~2–4 mm), mas a DVR não define o espaço protético final. É variável com postura, fadiga e fala, sendo parâmetro auxiliar, não o principal. GPT e Boucher reforçam essa distinção.

D — Máxima Intercuspidação Habitual (MIH): é uma posição dente-guiada, válida para dentados estáveis. Em sobredentaduras (frequentemente sobre rebordos edêntulos ou remanescentes desfavoráveis), a MIH não é confiável para determinar o espaço protético. Devemos restabelecer a DVO em RC, não usar MIH como guia primário.

Estratégia de prova: ao ler “avaliação do espaço protético”, pense em “DVO em RC”. A RC é a posição para medir; a DVO é a dimensão que efetivamente determina o espaço. DVR é apenas estimativa (via espaço livre), e MIH é inadequada em contexto de sobredentaduras.

Resumo-chave: O espaço protético é analisado na DVO estabelecida em RC, validada por estética/fonética/funcionalidade. Isso assegura volume suficiente para materiais e componentes da sobredentadura, prevenindo falhas biomecânicas e clínicas (Boucher; GPT-9/10; McCracken).

Gabarito: C

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