Menina de 6 anos de idade realiza acompanhamento por ter ap...

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Q4191434 Medicina
Menina de 6 anos de idade realiza acompanhamento por ter apresentado 2 episódios de infecção urinária no último ano. Foi tratada ambulatorialmente, com boa evolução, realizou ultrassonografia de rins e vias urinárias, sem alterações. Realiza agora os exames urina I e urocultura com antibiograma a cada 3 meses. Colhe os exames em laboratório por jato médio. No último exame, a urina não tem alterações, mas houve crescimento de 150.000 UFC/mL de E. coli, sensível aos antibióticos habituais.

O diagnóstico e a conduta mais adequados ao quadro, respectivamente, são
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A criança está sem sintomas e a urina I é normal; assim, a urocultura isoladamente positiva com 150.000 UFC/mL de E. coli em jato médio não define ITU ativa, mas bacteriúria assintomática, sem indicação de antibiótico.

Tema central: Bacteriúria assintomática
Análise das alternativas
A
Errada
Erra na conduta. Mesmo que o achado não represente ITU ativa, bacteriúria assintomática não justifica profilaxia antibiótica rotineira. O antecedente de 2 ITUs no último ano, com boa evolução e ultrassonografia sem alterações, não autoriza transformar uma cultura positiva isolada em indicação de sulfametoxazol-trimetoprim.
B
Errada
Erra no diagnóstico e na conduta. "Persistente" não pode ser afirmado com base em um único controle positivo. Além disso, banho de assento com antissépticos e anti-inflamatórios não trata bacteriúria assintomática e não tem fundamento como conduta para esse cenário microbiológico sem sintomas.
C
Errada
Erra ao chamar o quadro de infecção urinária. ITU exige correlação clínica e suporte laboratorial; aqui não há sintomas e a urina I está normal, o que reduz fortemente a probabilidade de infecção urinária ativa. Tratar com cefalosporina por 10 dias seria antibiótico desnecessário.
D
Errada
Erra no diagnóstico. Cistite pressupõe sintomas do trato urinário inferior, que não foram descritos. Orientações de higiene, hidratação e hábitos miccionais podem existir em contexto preventivo, mas não corrigem o erro central da alternativa: rotular como cistite um quadro sem síndrome miccional.
E
Certa
A alternativa E é a melhor porque reconhece que cultura positiva isolada não basta para diagnosticar infecção urinária. O enunciado traz dois dados que enfraquecem ITU ativa: criança assintomática e urina I normal, sem achados que sustentem processo infeccioso urinário em curso. Em pediatria, bacteriúria significativa sem sintomas não equivale a infecção urinária clínica e, em geral, não deve ser tratada. O termo "transitória" não pode ser comprovado por um único exame, mas, entre as opções, esta é a única que combina o diagnóstico funcionalmente correto de bacteriúria assintomática com a conduta correta de não prescrever antibiótico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre urocultura positiva e ITU obrigatória. O dado microbiológico isolado chama atenção, mas o diagnóstico correto depende da ausência de sintomas e da urina I normal, que deslocam o caso para bacteriúria assintomática e afastam tratamento antibiótico.
Dica para questões semelhantes
  • Não feche ITU apenas pela contagem bacteriana da cultura; confirme se há sintomas compatíveis.
  • Urina I normal, especialmente sem piúria, enfraquece muito a hipótese de infecção urinária ativa quando a criança está assintomática.
  • Em bacteriúria assintomática, a regra prática da questão é não tratar com antibiótico nem instituir profilaxia sem indicação específica descrita.
  • Se a alternativa trouxer diagnóstico errado com uma medida preventiva aparentemente razoável, elimine pelo erro diagnóstico principal.

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