Menino de 1 ano e 2 meses de idade tem fezes amolecidas ou l...

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Q4191424 Medicina
Menino de 1 ano e 2 meses de idade tem fezes amolecidas ou líquidas, 5 a 6 vezes ao dia, há 10 dias. Nos 3 primeiros dias, teve picos febris e dois episódios de vômitos. A partir do terceiro dia, as fezes apresentaram muco e sangue. Perdeu 300 g nesse período. Recebe soro de reidratação oral, a diurese tem a quantidade habitual, não tem assaduras na região das fraldas.

Qual das seguintes propostas medicamentosas é a mais adequada ao quadro apresentado? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na diarreia aguda infantil, a base do tratamento é reidratação, com zinco como adjuvante; antidiarreico antimotilidade, como loperamida, não deve ser usado em criança pequena e pior ainda na presença de sangue nas fezes. Como o enunciado mostra lactente com diurese preservada, em uso de soro de reidratação oral e sem sinais descritos de gravidade que imponham antibiótico sistêmico específico, a alternativa mais adequada é a A.

Tema central: Diarreia aguda pediátrica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a correta porque acompanha o manejo pediátrico consolidado da diarreia aguda: reidratação como eixo do tratamento e zinco como adjuvante útil. O enunciado não traz elemento que imponha antibiótico sistêmico específico, e a associação com probiótico não conflita com a conduta de suporte. Assim, entre as opções dadas, é a única compatível com criança clinicamente estável, sem marcador descrito de gravidade que justifique escalonamento antimicrobiano ou via parenteral.
B
Errada
Ceftriaxona IM por 3 dias pressupõe abordagem parenteral de infecção bacteriana mais grave ou invasiva, mas o caso não descreve toxemia, sepse, oligúria, incapacidade de hidratação oral ou outro dado que sustente antibiótico parenteral de amplo espectro. Sangue nas fezes isoladamente não obriga essa escolha.
C
Errada
Ciprofloxacina não deve ser escolhida empiricamente apenas porque há muco e sangue nas fezes. Na diarreia infecciosa pediátrica, antibiótico depende de etiologia provável, gravidade e contexto epidemiológico, e esses elementos não foram fornecidos. Portanto, falta base clínica no enunciado para indicar quinolona como melhor conduta.
D
Errada
Sulfametoxazol-trimetoprim não é escolha empírica geral para diarreia aguda sanguinolenta em lactente. Seu uso exigiria sustentação etiológica e terapêutica específica, que o enunciado não oferece. Logo, a alternativa erra por propor antibiótico sem base clínica suficiente para esse quadro.
E
Errada
Loperamida é inadequada em criança pequena e especialmente imprópria em diarreia com sangue. Como reduz a motilidade intestinal, não trata a causa infecciosa e pode favorecer retenção de patógenos/toxinas, além de aumentar risco de efeitos adversos. Neste cenário, é tecnicamente a pior lógica terapêutica entre as opções.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de transformar sangue nas fezes em indicação automática de antibiótico. O ponto decisivo é que disenteria sem sinais descritos de gravidade nem definição etiológica não autoriza escolher empiricamente qualquer antimicrobiano listado.
Dica para questões semelhantes
  • Em diarreia aguda infantil, primeiro procure sinais de gravidade: diurese preservada e manutenção de reidratação oral pesam contra desidratação importante e contra necessidade de terapia parenteral.
  • Sangue nas fezes sugere invasão, mas não define sozinho qual antibiótico usar nem obriga antibiótico em qualquer alternativa oferecida.
  • Antidiarreico antimotilidade em lactente, sobretudo com diarreia sanguinolenta, deve ser excluído por inadequação farmacológica e risco clínico.
  • Quando as opções trazem vários antibióticos sem contexto etiológico claro, a alternativa de suporte costuma ser a mais consistente se o quadro estiver estável.

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