Em relação ao guia de manejo e tratamento do vírus influenza...

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Q4191405 Medicina
Em relação ao guia de manejo e tratamento do vírus influenza do Ministério da Saúde, é correto afirmar que 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A regra ministerial central é que gestantes em qualquer idade gestacional e puérperas até 2 semanas após o parto são grupo de risco para influenza e, diante de síndrome gripal, devem receber oseltamivir; isso torna a alternativa E compatível com o guia do Ministério da Saúde.

Tema central: Antiviral na influenza
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra porque amplia indevidamente a quimioprofilaxia antiviral como se bastasse haver imunodeficiência grave ou uso de imunossupressor após contato recente. Pela base, a quimioprofilaxia pós-exposição no guia ministerial depende de critérios específicos de elegibilidade e contexto, que não estão reproduzidos na frase. O erro é transformar uma indicação protocolar restrita em regra automática.
B
Errada
A alternativa contraria diretamente o guia de 2023. Embora o zanamivir seja um inibidor da neuraminidase, ele não é antiviral preferencial para adultos com risco de evolução desfavorável, muito menos para pacientes em UTI ou ventilação mecânica; pela base, o guia informa que o zanamivir deixou de ser recomendado para tratamento da influenza. O critério que elimina a opção é a diretriz ministerial atual sobre escolha do antiviral.
C
Errada
A alternativa erra no detalhe que define a conduta: a janela temporal. A base informa que, em pacientes com fatores de risco e com SRAG, o antiviral ainda pode trazer benefício mesmo após 48 horas, mas a formulação ministerial citada é até 5 dias do início dos sintomas, e não 7 dias. Portanto, a assertiva fica incorreta por ampliar indevidamente a janela terapêutica prevista no protocolo.
D
Errada
A alternativa reduz indevidamente um quadro de gravidade respiratória a internação em enfermaria como regra fixa. Pela base, hipoxemia importante e necessidade de suplementação de oxigênio são marcadores de insuficiência respiratória e exigem estratificação do nível de cuidado, com necessidade de monitorização e eventual suporte intensivo. O erro médico é transformar um quadro potencialmente grave em destino assistencial obrigatório de menor complexidade.
E
Certa
A alternativa E está de acordo com o guia de manejo e tratamento de influenza do Ministério da Saúde e com a fonte oficial para gestantes: gestantes e puérperas têm maior risco de complicações e morbimortalidade por influenza, de modo que síndrome gripal, mesmo não complicada, já é indicação de oseltamivir. A vacinação não afasta essa indicação, e o fundamento da conduta é o pertencimento a grupo de risco, não a presença prévia de sinais de gravidade.
Pegadinha da questão
A banca misturou afirmações parcialmente familiares com um detalhe protocolar que muda o julgamento: em gestantes e puérperas, a indicação de oseltamivir não depende de gravidade nem da situação vacinal; além disso, trocou a janela de benefício tardio de 5 dias por 7 dias e tentou sugerir preferência do zanamivir em casos graves.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão citar o guia do Ministério da Saúde para influenza, priorize identificar grupos de risco que recebem antiviral já na síndrome gripal, sem esperar agravamento.
  • Em alternativas sobre quimioprofilaxia, verifique se o enunciado descreve cenário de pós-exposição e se os critérios ministeriais de elegibilidade estão realmente contemplados; formulações amplas demais costumam estar erradas.
  • Em alternativas sobre janela terapêutica tardia, confira o número exato do protocolo: na base desta questão, o benefício em SRAG/fatores de risco foi descrito até 5 dias, não 7.
  • Não presuma equivalência entre antivirais da mesma classe; nesta base, o zanamivir não é preferencial e o guia de 2023 deixou de recomendá-lo para tratamento.
  • Em quadros com hipoxemia e necessidade de oxigênio, descarte alternativas que definem enfermaria como destino obrigatório sem considerar gravidade global e possível necessidade de suporte intensivo.

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