Criança de 4 anos, com asma controlada, apresenta febre súbi...

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Q4195250 Medicina
Criança de 4 anos, com asma controlada, apresenta febre súbita (39 °C), tosse seca e dor de garganta, há 12 horas, associada à cefaleia e mialgia. Exposição domiciliar a caso confirmado de influenza A. Já está vacinada na temporada atual de gripe. Exame: SpO2 95% em ar ambiente, sem dispneia ou sinais de gravidade.
De acordo com o Guia de Manejo e Tratamento de Influenza atual do Ministério da Saúde, qual a conduta mais adequada?
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O Ministério da Saúde indica oseltamivir para síndrome gripal em pacientes com fator de risco para complicações, idealmente nas primeiras 48 horas, sem aguardar confirmação laboratorial e independentemente da situação vacinal. No caso, a criança tem 4 anos e asma, portanto pertence a grupo de risco.

Tema central: Tratamento precoce da influenza
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o RT-PCR não é pré-requisito para iniciar antiviral nesse cenário. A diretriz do Ministério da Saúde recomenda tratamento precoce nas primeiras 48 horas em síndrome gripal com fator de risco, sem aguardar confirmação laboratorial. Esperar o exame contraria o ponto central da questão e pode atrasar a janela de maior benefício terapêutico.
B
Errada
Está errada porque vacinação sazonal não exclui influenza nem revoga a indicação de oseltamivir quando há quadro compatível em grupo de risco. A criança já está sintomática, tem forte suspeita clínica e fatores de risco para complicação; portanto, limitar-se a sintomáticos ignora o critério de tratamento antiviral independente da situação vacinal.
C
Errada
Está errada por dois motivos médicos sustentados pela base: não há sinais de gravidade, insuficiência respiratória ou SRAG que indiquem internação ou suporte ventilatório, e a proposta de oseltamivir IV não corresponde à conduta padrão descrita pelo Ministério da Saúde para esse caso. A asma, isoladamente e controlada, não transforma um quadro leve em indicação automática de internação.
D
Errada
Está errada porque a criança já apresenta doença instalada; portanto, a lógica é de tratamento, não de quimioprofilaxia. A profilaxia pós-exposição se aplica a expostos assintomáticos em situações específicas. Além disso, a base afirma que o cenário pediátrico ambulatorial descrito deve ser conduzido com oseltamivir, não com zanamivir inalatório como estratégia principal.
E
Certa
A alternativa E aplica exatamente o critério do Ministério da Saúde para influenza: criança com síndrome gripal, dentro da janela de maior benefício do antiviral, pertencente a grupo de risco por ser menor de 5 anos e ter pneumopatia crônica (asma). Como não há sinais de gravidade, a conduta é ambulatorial, com oseltamivir por 5 dias, iniciado de forma empírica, sem depender de RT-PCR e sem exclusão da indicação pelo fato de já estar vacinada.
Pegadinha da questão
A banca mistura vacinação prévia e contato domiciliar confirmado para induzir duas confusões: achar que vacinada não precisa antiviral e trocar tratamento por profilaxia. O critério decisivo, porém, é síndrome gripal precoce em grupo de risco.
Dica para questões semelhantes
  • Em influenza, primeiro procure a combinação síndrome gripal + fator de risco + início em até 48 horas; isso costuma definir indicação de oseltamivir.
  • Não use confirmação laboratorial como condição para tratar quando a diretriz já indica antiviral empírico.
  • Vacinação prévia reduz risco, mas não elimina diagnóstico nem a necessidade de tratamento quando o quadro e os fatores de risco estão presentes.
  • Se o paciente já está sintomático, pense em tratamento; profilaxia é para exposto assintomático em contexto apropriado.

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