Escolar, sexo masculino, com 8 anos e 3 meses de idade, com ...

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Q4195248 Medicina
Escolar, sexo masculino, com 8 anos e 3 meses de idade, com antecedente de epilepsia, em uso de valproato diariamente, com controle total de suas crises. A criança mora na mesma residência que seu avô, que foi recentemente diagnosticado com tuberculose pulmonar e está em tratamento há 35 dias. Ela está assintomática e apresentou teste tuberculínico de 6 mm, foi vacinada com BCG ao nascimento e a radiografia de tórax não apresenta anormalidades.
Qual é a conduta mais adequada diante desse caso, de acordo com a atual recomendação do Ministério da Saúde?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Criança menor de 10 anos, contato domiciliar de tuberculose pulmonar, assintomática, com radiografia de tórax normal e teste tuberculínico de 6 mm: após exclusão de tuberculose ativa, há indicação de tratamento de infecção latente pelo Ministério da Saúde, e o esquema 3HP (rifapentina + isoniazida por 3 meses) é opção preconizada para crianças >2 anos sem HIV que consigam deglutir comprimidos.

Tema central: ILTB na criança contato
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A corresponde à conduta compatível com a recomendação ministerial atual. A criança é contato domiciliar, tem menos de 10 anos, está assintomática, tem radiografia normal e apresentou PT de 6 mm, que já é positivo para indicação de tratamento da ILTB nesse contexto, independentemente da BCG ao nascimento. A atualização do Ministério da Saúde inclui o esquema 3HP entre as opções pediátricas para crianças maiores de 2 anos, não infectadas pelo HIV, que consigam deglutir comprimidos. Portanto, após exclusão de doença ativa, tratar ILTB com isoniazida + rifapentina por 3 meses é fundamento técnico suficiente para o gabarito.
B
Errada
Está errada porque a ausência de sintomas e a radiografia normal afastam tuberculose ativa manifesta, mas não afastam infecção latente. Em criança menor de 10 anos contato de caso pulmonar, PT de 6 mm já preenche critério ministerial para tratar ILTB. O fato de o caso-fonte estar em tratamento há 35 dias não anula uma indicação já estabelecida.
C
Errada
Está errada porque o IGRA não é necessário quando o teste tuberculínico já foi positivo para o critério aplicável ao caso. Além disso, IGRA é teste de infecção e não diferencia, isoladamente, infecção latente de tuberculose ativa; essa exclusão depende da avaliação clínica e radiológica no cenário apresentado.
D
Errada
Está errada porque o enunciado não traz elementos de tuberculose ativa: a criança está assintomática e a radiografia é normal. Esse conjunto direciona para ILTB, não para tratamento de doença ativa. Iniciar esquema para tuberculose ativa nesse contexto é tecnicamente inadequado por tratar uma condição não demonstrada no caso.
E
Errada
Está errada porque repetir o teste tuberculínico em 8 semanas é a conduta usada quando o resultado inicial é < 5 mm. Aqui o PT foi de 6 mm, valor que já atinge o ponto de corte para tratamento da ILTB em criança contato de caso pulmonar, de modo que não se deve adiar a decisão aguardando nova PT.
Pegadinha da questão
A banca mistura duas confusões reais: usar a BCG ao nascimento para desvalorizar um PT de 6 mm e aplicar indevidamente a regra de repetir PT em 8 semanas mesmo quando a criança contato já tem PT >= 5 mm.
Dica para questões semelhantes
  • Em criança <10 anos contato de tuberculose pulmonar, PT >= 5 mm já indica tratamento de ILTB após exclusão de doença ativa.
  • BCG ao nascimento não invalida a interpretação de PT >= 5 mm nesse contexto de contato infantil.
  • Se a criança está assintomática e com radiografia normal, o raciocínio é excluir doença ativa e decidir sobre ILTB, não iniciar esquema de tuberculose ativa.
  • Quando a questão cobrar recomendação atual do Ministério da Saúde, considere os esquemas pediátricos atualizados, incluindo 3HP.

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