RN a termo (39 semanas), parto vaginal expulsivo sem mecôni...

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Q4195246 Medicina
RN a termo (39 semanas), parto vaginal expulsivo sem mecônio, ocorrido em uma unidade de pronto atendimento. Nasce hipotônico e em apneia. Equipe inicia passos iniciais: aquecimento, posição neutra da cabeça, aspiração seletiva de secreções (boca/nariz), secagem vigorosa e estímulo tátil. Aos 45 s, FC está <100 bpm, há respiração irregular. Inicia-se ventilação com pressão positiva (VPP) com balão-máscara auto-inflável (ar ambiente, 30-60/min). Aos 90 s, expansão torácica adequada, FC está 92 bpm (bebê está monitorizado) e SatO2 83% (oxímetro pré-ductal).
Conforme o programa de Reanimação Neonatal vigente da Sociedade Brasileira de Pediatria, é correto afirmar que a conduta subsequente mais adequada é
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na diretriz da SBP 2022 para RN ≥34 semanas, compressões torácicas só são indicadas se a FC permanecer <60 bpm após ventilação efetiva; no caso, após VPP com expansão torácica adequada, a FC é 92 bpm, então a conduta é manter/otimizar a ventilação, sem compressões.

Tema central: Reanimação neonatal inicial
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque introduz reanimação avançada sem o critério de entrada. Com FC de 92 bpm, não há indicação de compressões torácicas; elas são reservadas para FC <60 bpm após ventilação efetiva. Também erra a relação compressão:ventilação, pois 15:2 não é o padrão da reanimação neonatal em sala de parto. A intubação imediata e a FiO2 a 100% também não decorrem dos achados descritos, já que há expansão torácica adequada e a saturação aos 90 s não obriga, por si só, essa escalada.
B
Errada
Errada porque desloca a conduta para aspiração sob visualização direta e CPAP em um cenário em que o problema ainda é necessidade de ventilação assistida. Sem mecônio e com boa expansão torácica à VPP, não há base para priorizar aspiração de vias aéreas como próximo passo. Além disso, CPAP é suporte para RN com respiração espontânea, não substitui VPP quando há respiração irregular e FC <100 bpm. O acerto parcial de não indicar compressões não salva a alternativa, porque a conduta ventilatória proposta está incorreta.
C
Certa
A alternativa C é compatível com o algoritmo da SBP porque o RN a termo já recebeu VPP com boa expansão torácica e permanece com FC de 92 bpm, isto é, ainda acima do limiar que indica compressões. Nessa faixa, a conduta é checar a técnica da ventilação e mantê-la/otimizá-la, reservando a intubação para falha ventilatória nas reavaliações. A SatO2 pré-ductal de 83% aos 90 s pode ocorrer na transição neonatal e não muda o critério decisivo baseado na FC.
D
Errada
Errada porque, embora cite técnica correta de compressões neonatais e relação 3:1, não existe indicação de compressões com FC de 92 bpm. O limiar decisivo é FC <60 bpm após ventilação efetiva. Também não há fundamento, nesta situação, para elevar automaticamente a FiO2 para 100% como próximo passo principal, já que a oxigenação descrita pode ser compatível com a transição neonatal e o eixo do algoritmo continua sendo a resposta da FC à ventilação.
E
Errada
Errada porque suspende justamente a intervenção indicada. O RN continua com FC <100 bpm e respiração irregular, o que mantém indicação de VPP. Oxigênio inalatório isolado não corrige adequadamente hipoventilação/apneia, e interromper a ventilação assistida nesse contexto contraria o algoritmo da reanimação neonatal.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer o candidato supervalorizar a SatO2 de 83% e partir para oxigênio em alta concentração, intubação ou compressões, quando o critério decisivo do algoritmo é a FC após VPP efetiva: com FC entre 60 e 99 bpm, a conduta ainda é manter/otimizar a ventilação.
Dica para questões semelhantes
  • Na reanimação neonatal em sala de parto, primeiro decida pela FC após a VPP: 60-99 bpm pede continuidade/otimização da ventilação; <60 bpm é que abre indicação de compressões.
  • Boa expansão torácica significa que a VPP está efetiva; isso afasta compressões imediatas se a FC ainda estiver acima de 60 bpm.
  • Em RN a termo, a VPP inicial é com ar ambiente; a SatO2 dos primeiros minutos deve ser interpretada dentro da transição neonatal, não isoladamente.
  • Não troque VPP por CPAP ou oxigênio inalatório enquanto o RN ainda não tiver ventilação espontânea regular e FC adequada.

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