Assinale a afirmação CORRETA sobre convulsão.
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Tema central: A questão aborda o conhecimento necessário sobre convulsões em pediatria: causas, classificações e aspectos epidemiológicos das convulsões febris e epilepsias do tipo ausência (“pequeno mal”).
Justificativa da alternativa correta (D):
As convulsões febris são as crises mais comuns na infância, ocorrendo tipicamente entre 6 meses e 5 anos de idade, com maior frequência no intervalo dos 12 aos 18 meses. De acordo com o Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação do Ministério da Saúde, “as convulsões febris são observadas geralmente entre 6 meses a 6 anos de idade, com maior frequência entre 12 e 18 meses.”
Já as epilepsias tipo ausência (“pequeno mal”), que são do grupo das epilepsias generalizadas idiopáticas, começam após os 2 anos de idade, em geral entre 4 e 10 anos (Epilepsia na Prática Clínica, Liga Brasileira de Epilepsia).
Portanto, a alternativa D está em plena concordância com a literatura e protocolos nacionais.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Embora a infecção possa causar convulsão neonatal, a principal etiologia inclui hipóxia-isquemia perinatal, distúrbios metabólicos e malformações. O prognóstico depende da causa. Afirmação generalista e imprecisa.
B) Incorreta. O uso materno de fármacos (como antidepressivos, narcóticos, entre outros) pode causar convulsões no RN; não é exclusivo de defeitos cerebrais congênitos.
C) Incorreta. A epilepsia é considerada idiopática na ausência de causa identificável, mas a maioria das convulsões neonatais tem origem sintomática (hipóxia, infecção). “75% dos recém-nascidos” como idiopático é um dado incompatível com a literatura.
E) Incorreta. A causa mais comum de estado de mal epiléptico em crianças com epilepsia é a “quebra de tratamento” (suspensão de anticonvulsivantes), não TCE. Fenobarbital e diazepam são, sim, indicados para manejo de crises convulsivas prolongadas.
Estratégias de interpretação: Fique atento a faixas etárias e generalizações excessivas, além de “absolutos” como “não é causa” ou “somente”. Esses termos costumam esconder pegadinhas!
Referências fundamentais: Ministério da Saúde (Manual de Vigilância Epidemiológica), “Epilepsia na Prática Clínica” (Liga Brasileira de Epilepsia), UpToDate, Harrison’s.
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