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Q4195234 Medicina
Homem de 38 anos, sem antecedentes patológicos, referiu presença de febre 7 dias prévios à internação. Em investigação complementar, apresentou hemocultura positiva para Staphylococcus aureus sensível à meticilina e vegetação de 7 mm em valva mitral no ecocardiograma transtorácico. Recebeu tratamento com ceftriaxona e gentamicina, por 7 dias, mantendo a febre. Não apresenta outros sintomas e novas culturas apresentaram-se negativas.
Diante desse caso, a melhor conduta, nesse momento, é
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Persistência de febre isolada na primeira semana de tratamento de endocardite infecciosa por MSSA, com hemoculturas já negativadas e sem sinais descritos de insuficiência cardíaca, embolização, abscesso ou bacteremia persistente, não define falha terapêutica nem indica cirurgia ou troca empírica de antibiótico; a conduta adequada é reavaliar com ecocardiograma.

Tema central: Febre persistente na endocardite
Análise das alternativas
A
Certa
Repetir o ecocardiograma é a melhor conduta porque a persistência de febre, nesse contexto, exige investigação de evolução local da endocardite, como aumento de vegetação, nova disfunção valvar ou extensão perivalvar. O dado decisivo é que houve negativação das hemoculturas, o que sugere controle microbiológico inicial e afasta, pelos elementos fornecidos, falha infecciosa documentada que justificasse trocar antibiótico ou indicar cirurgia imediata.
B
Errada
Cirurgia de urgência exige critério objetivo, como insuficiência cardíaca por disfunção valvar, infecção não controlada com bacteremia persistente, abscesso, bloqueio de condução, vegetação grande com alto risco embólico ou embolização relevante. Nada disso foi descrito. Febre isolada com culturas já negativas não sustenta indicação cirúrgica urgente.
C
Errada
Também não há base para cirurgia eletiva. A vegetação mitral mede 7 mm, sem relato de embolização, disfunção valvar ou infecção persistente. Pelo enunciado, faltam os critérios estruturais, embólicos ou infecciosos que justificariam programar intervenção cirúrgica.
D
Errada
Cefepime não é a troca lógica diante de MSSA documentado e hemoculturas negativadas. Não há evidência de resistência, de novo patógeno ou necessidade de ampliar cobertura para outro espectro. Escalonar antibiótico apenas por febre persistente, sem falha microbiológica demonstrada, é inadequado nesse cenário.
E
Errada
Vancomicina não se sustenta aqui porque o agente isolado foi S. aureus sensível à meticilina. Pela farmacologia antiestafilocócica descrita na base, MSSA não passa a exigir vancomicina só por febre persistente, ainda mais com culturas negativas e sem evidência de resistência ou bacteremia mantida.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre febre persistente precoce e falha terapêutica obrigando troca de antibiótico ou cirurgia. O detalhe que desmonta essa leitura é a negativação das hemoculturas sem outros sinais de complicação.
Dica para questões semelhantes
  • Em endocardite, diferencie febre persistente de bacteremia persistente: culturas negativas mudam o peso da suspeita de infecção não controlada.
  • Antes de indicar cirurgia, procure no enunciado critérios objetivos: insuficiência cardíaca, abscesso, bacteremia mantida, vegetação grande ou embolização recorrente.
  • Não troque antimicrobiano em MSSA apenas por febre se não houver falha microbiológica, novo agente, toxicidade ou complicação específica.
  • Se a evolução é desfavorável sem critério cirúrgico claro, a reavaliação ecocardiográfica é a investigação dirigida entre as opções.

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