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Q813355 Medicina
A convulsão baixa o limiar convulsivo, havendo o risco de recorrência de crises ou estado de mal epiléptico. Nesses casos o uso da fenitoína torna-se uma prescrição mandatória. A infusão intravenosa rápida de fenitoína pode causar:
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Tema central: Esta questão aborda os efeitos adversos cardiovasculares da administração intravenosa rápida de fenitoína, especialmente no contexto do tratamento de crises convulsivas em ambiente de emergência.

Justificativa da alternativa correta (D – arritmia cardíaca):
A fenitoína é um anticonvulsivante utilizado frequentemente em crises epilépticas e estado de mal epiléptico, sobretudo quando a diazepam e o midazolam não resolvem as crises. Seu mecanismo de ação principal consiste em estabilizar as membranas neuronais e diminuir a excitabilidade elétrica anormal impedindo descargas repetitivas por meio do bloqueio dos canais de sódio. Entretanto, quando administrada de forma intravenosa rápida, aumenta-se a concentração plasmática de modo abrupto, o que pode afetar não só o sistema nervoso central, mas sobretudo o sistema de condução cardíaco.

A bula da fenitoína e protocolos oficiais alertam para o risco de arritmias cardíacas graves (inclusive assistolia e fibrilação ventricular), além de hipotensão, particularmente se a velocidade de infusão for superior a 50 mg/minuto em adultos. Por esse motivo, recomenda-se monitorização cardíaca contínua durante a administração.
Segundo o PCDT Epilepsia – Ministério da Saúde, recomenda-se monitorizar sinais vitais e via de administração venosa adequada. O Harrison’s Principles of Internal Medicine também destaca o risco de arritmias graves.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Depressão respiratória — não é um efeito relevante da fenitoína. Tal complicação é típica de benzodiazepínicos e barbitúricos.
B) Cólica intestinal — não está relacionada ao uso agudo da fenitoína de forma intravenosa.
C) Hipotensão postural — a hipotensão relacionada à fenitoína ocorre de forma direta por ação miocárdica e vasodilatadora, não por mecanismo postural.
E) Amaurose fugaz — esse sintoma não é efeito colateral clássico da fenitoína.

Pontos-chave e pegadinhas: O enunciado foca na infusão rápida, um detalhe essencial, pois via oral ou infusão lenta raramente provocam complicações cardíacas. Fique atento a termos como “postural” (item C), que fogem do mecanismo fisiopatológico da medicação.

Resumo prático para provas: Em convulsões, a fenitoína é eficaz, mas jamais deve ser feita rapidamente para evitar arritmias e hipotensão aguda. Conheça o perfil de efeitos adversos dos anticonvulsivantes parenterais e sempre relacione com o mecanismo de ação e vias de administração.

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A convulsão é uma alteração neurológica caracterizada por contrações musculares involuntárias em todo o corpo, que ocorrem devido a descargas elétricas anormais no cérebro. Durante uma convulsão, o limiar convulsivo é reduzido, aumentando o risco de recorrência de crises. Em casos de estado de mal epiléptico, o uso de fenitoína é mandatório para prevenir a recorrência de convulsões. No entanto, a infusão intravenosa rápida de fenitoína pode causar arritmia cardíaca, tornando essa opção de tratamento mais arriscada em alguns pacientes. Portanto, a resposta correta para a questão é a alternativa D.

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