Mulher de 78 anos está internada, há 1 semana, devido à fra...

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Q4195233 Medicina
Mulher de 78 anos está internada, há 1 semana, devido à fratura transtrocantérica de fêmur esquerdo por mecanismo atípico de estresse. Ela relata dor na coxa esquerda há 4 semanas. AP: fratura em colo de fêmur direito, há 5 anos, em uso de alendronato, 70 mg por semana, há 8 anos. Densitometria óssea: T-escore de coluna lombar (L1 a L4) de -3,2. Durante investigação, apresenta exames complementares negativos para causas secundárias de osteoporose.
Com base no exposto, é correto afirmar que o tratamento para essa paciente deve ser com
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O dado decisivo é a fratura atípica de fêmur em paciente com uso prolongado de alendronato, associada a dor prodrômica em coxa e osteoporose grave (T-escore -3,2). Esse conjunto sugere evento relacionado à supressão excessiva da remodelação óssea por bisfosfonato, tornando inadequadas as opções antiressortivas e favorecendo terapia anabólica; entre as alternativas, a correta é teriparatida.

Tema central: Fratura atípica por bisfosfonato
Análise das alternativas
A
Certa
A teriparatida é a única opção anabólica listada. Neste caso, o problema central não é apenas osteoporose grave, mas osteoporose grave com fratura atípica de fêmur ocorrida durante uso prolongado de alendronato, situação classicamente relacionada à supressão do turnover ósseo. Como a paciente permanece em altíssimo risco de fratura e apresentou evento adverso ligado a antiressortivo, a escolha correta é um agente que favoreça formação e remodelação óssea.
B
Errada
Estrogênio conjugado está errado porque não corresponde à estratégia adequada para mulher de 78 anos com osteoporose grave e fratura atípica associada a bisfosfonato. Além de não ser a opção preferencial nesse perfil, mantém uma lógica antiressortiva e não responde ao mecanismo do problema, que exige mudança para terapia anabólica.
C
Errada
Denosumabe está errado porque é antiressortivo. Embora seja eficaz em osteoporose de alto risco em outros cenários, aqui o evento decisivo foi uma fratura atípica após supressão prolongada da remodelação óssea por antiressortivo; portanto, repetir essa linha farmacológica não é a melhor conduta entre as alternativas.
D
Errada
Ácido zoledrônico está errado porque é outro bisfosfonato. A fratura atípica ocorreu em contexto típico de uso prolongado de alendronato, e trocar por fármaco da mesma classe contraria a fisiopatologia do caso, já que a própria classe está implicada na supressão excessiva do turnover ósseo.
E
Errada
Raloxifeno está errado porque também é antiressortivo e tem menor adequação para uma paciente com altíssimo risco, fraturas prévias e fratura atípica femoral em uso prolongado de bisfosfonato. Além de não corrigir a lógica fisiopatológica do evento adverso, não é a opção compatível com a necessidade de terapia anabólica.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer o candidato escolher uma droga potente para osteoporose grave em geral, como denosumabe ou zoledronato, mas o dado que realmente decide é a fratura atípica durante uso prolongado de alendronato; isso torna inadequada a manutenção da estratégia antiressortiva.
Dica para questões semelhantes
  • Em osteoporose grave, primeiro identifique se a fratura é típica ou atípica; fratura atípica muda a lógica terapêutica.
  • Dor prodrômica em coxa associada a uso prolongado de bisfosfonato é pista forte de fratura atípica relacionada ao tratamento.
  • Se o evento decorre de supressão excessiva da remodelação óssea por antiressortivo, a melhor opção entre antiressortivos e anabólico tende a ser o anabólico.
  • Não escolha a medicação apenas pela potência antifratura geral; confronte o mecanismo do fármaco com o mecanismo do problema clínico.

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