O controle das crises convulsivas depende fundamentalmente d...
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Tema central: A questão exige identificar fatores facilitadores ou desencadeantes de crises epilépticas, importante tanto para manejo quanto orientação do paciente epiléptico. O controle de crises não depende só do uso correto de medicação, mas também da evitação de fatores precipitantes conhecidos.
Alternativa correta: E
Privação de sono, uso e abstinência de álcool, febre, estimulação luminosa intermitente são fatores clássicos e comprovados para aumentar o risco de crises convulsivas, amplamente reconhecidos em neurologia clínica. Segundo o livro “Harrison – Princípios de Medicina Interna”, edição 20, seção 423: “A privação de sono, uso/aguda retirada de álcool, febre e estimulação luminosa intermitente estão entre os principais desencadeantes de crises em pacientes com epilepsia”.
Justificativa:
- Privação de sono: Falta de sono reduz limiar convulsivo e é fator de risco clássico. Diretrizes clínicas recomendam reforçar a higiene do sono aos epilépticos.
- Uso e abstinência de álcool: O álcool pode predispor a crises e a abstinência súbita é notório gatilho.
- Febre: Relacionada, principalmente em crianças, às crises febris, podendo precipitar crises em indivíduos predispostos.
- Estimulação luminosa intermitente: A epilepsia fotossensível é desencadeada por luzes piscantes e certos padrões visuais.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Uso de polivitamínicos e fumo não têm relação causal estabelecida com precipitação de crises epilépticas.
- B, C e D: Todas citam anticonvulsivantes. O uso de carbamazepina, fenitoína, ácido valpróico, fenobarbital, etossuximida é justamente indicado para prevenir crises. O erro está em associar o uso regular desses fármacos ao desencadeamento da crise em vez da sua retirada abrupta, que sim, pode facilitar crises.
- D (álcool): Cita etossuximida (fármaco antiepiléptico) e álcool juntos, mas o erro fundamental é relacionar o antiepiléptico ao desencadeamento da crise.
Estratégia para futuras questões: Atenção a alternativas que apresentam medicamentos antiepilépticos como facilitadores de crise, pois a conduta correta é o uso contínuo. Também identifique termos-chave como privação, abstinência ou “estimulação luminosa”, que geralmente estão associados à fisiopatologia conhecida.
Referências: Harrison – Princípios de Medicina Interna, 20ed; UpToDate: “Seizure triggers in adults with epilepsy”; Ministério da Saúde – Linha de cuidado para epilepsia (2017).
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