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Q3511267 Odontologia
A aplicação tópica profissional de flúor é uma maneira efetiva de controle da cárie dentária. Sabendo que existe relação entre a solução de flúor escolhida e as cerâmicas, em especial naquelas com alto teor de sílica, em pacientes que apresentam reabilitações com cerâmicas extensas, deve-se evitar o uso da solução:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Fluorterapia profissional e interação com materiais restauradores cerâmicos. Em cerâmicas ricas em sílica (porcelanas, vitrocerâmicas), soluções aciduladas, especialmente o flúor-fosfato acidulado (APF) 1,23%, podem corroer/entalhar a fase vítrea, causando perda de brilho e aumento de rugosidade.

Alternativa correta: A — flúor-fosfato acidulado a 1,23%.

Justificativa: O APF (pH ≈ 3,5) contém fosfato e alta acidez; nessa condição formam-se espécies pró-ácidas (incluindo HF em traços) capazes de dissolver a matriz vítrea rica em sílica das cerâmicas, removendo o glaze e deixando superfície opaca e áspera. Por isso, em pacientes com reabilitações cerâmicas extensas, deve-se evitar APF. Recomendações clínicas (ADA, 2013) orientam o uso de NaF neutro em pacientes com restaurações estéticas para evitar danos superficiais.

Como pensar na prova: identifique as pistas “alto teor de sílica” e “cerâmicas extensas” → associe a risco com produtos acidulados (APF). Opte por NaF neutro quando houver dúvida.

Análise das alternativas incorretas

B — Fluoreto de sódio neutro 2%: pH neutro, não forma espécies que corroem sílica. Seguro para porcelanas, compósitos e ionômeros. É a escolha quando há restaurações estéticas. Diretrizes sugerem NaF neutro/verniz em tais casos.

C — Fluoreto de sódio acidulado 2%: apesar de acidulado, não é o APF clássico e não é protocolo padrão em consultório. A evidência de dano é mais consistente para APF 1,23%. A banca busca a opção tradicionalmente contraindicada (APF).

D — Fluoreto de sódio 0,1%: concentração baixa (uso típico como bochecho diário). Não danifica cerâmicas por ser neutro; apenas não é a forma profissional de escolha pela baixa concentração.

E — Fluoreto estanoso 8%: pode causar manchamento e sabor metálico, mas não possui a mesma ação de ataque vítreo do APF sobre cerâmicas de alto teor de sílica. Exige cautela estética, porém não é a principal solução a evitar por corrosão cerâmica.

Conduta clínica prática: Em pacientes com porcelanas/vitrocerâmicas, prefira NaF neutro 2% ou verniz de NaF 5%; evite APF 1,23% para prevenir perda de glaze e rugosidade. Explique ao paciente o motivo para proteger tanto o dente quanto as restaurações.

Referências essenciais: ADA Council on Scientific Affairs. Evidence-based clinical recommendations for professionally applied topical fluoride (2013 update); Phillips’ Science of Dental Materials (Anusavice, Shen, Rawls), cap. de cerâmicas; Fejerskov & Kidd, Dental Caries: The Disease and its Clinical Management.

Gabarito: A

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