A moldagem com silicone leve pode ser utilizada no auxílio ...
Gabarito comentado
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Tema central: diagnóstico de cárie em áreas de difícil visualização direta. Nesses casos, usa-se métodos auxiliares como radiografias interproximais (bitewing), transiluminação (FOTI/DIFOTI), separação dentária temporária e, em situações específicas, a moldagem com silicone de adição leve para reproduzir a superfície e identificar cavitação.
Gabarito: A – interproximais.
Por quê? As superfícies interproximais são as que mais dificultam a inspeção direta por causa do ponto de contato e da papila. A técnica com silicone leve pode ser aplicada entre os dentes (após limpeza e isolamento; muitas vezes com leve separação ou uso de fio dental para conduzir o material). Ao polimerizar, o silicone gera uma réplica negativa da área proximal: a presença de descontinuidade/cavidade impressa sugere lesão cavitada; uma reprodução lisa e contínua sugere lesão não cavitada, guiando conduta não invasiva. Essa estratégia complementa o bitewing quando se deseja diferenciar cavitação de desmineralização inicial. Referências operatórias descrevem a avaliação proximal com separação/inspeção direta e métodos de réplica (Sturdevant’s Art & Science of Operative Dentistry; ICCMS/ICDAS), sendo o padrão o uso de radiografias e transiluminação (ADA/ICCMS).
Análise das alternativas incorretas
B – ocultas. “Cáries ocultas” são, tipicamente, oclusais, com esmalte clinicamente íntegro e dentina acometida, melhor detectadas por bitewing e transiluminação/laser de fluorescência. A moldagem com silicone não é método recomendado/rotineiro para esse diagnóstico (ADA; ICCMS).
C – palatinas. Superfícies palatinas são diretamente visíveis com espelho, secagem e iluminação; não há benefício prático do silicone para diagnóstico.
D – de sulco. Lesões de fissuras oclusais podem ser avaliadas clinicamente com secagem, sonda não traumática, corantes seletivos e métodos ópticos; o silicone não agrega informação diagnóstica padronizada.
E – radiculares. Cáries radiculares ficam expostas com retração/controle de umidade e são visíveis clinicamente; radiografias ajudam na extensão. O uso de silicone para diagnóstico não é prática indicada por diretrizes.
Dica de prova: quando o enunciado mencionar “difícil visualização direta” e sugerir um material que reproduz a morfologia, pense em interproximal. “Oculta” parece tentadora, mas o método de escolha é radiográfico/óptico, não moldagem.
Fontes úteis: ICCMS/ICDAS para detecção e manejo de cárie; ADA Clinical Practice Guidelines para diagnóstico e terapias não invasivas; Sturdevant’s Art and Science of Operative Dentistry (avaliação proximal, separação e inspeção).
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