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Q3511253 Odontologia
No tratamento conservador do complexo dentinopulpar para cavidades muito profundas, isto é, aquelas que o assoalho da cavidade conta com menos de 0,5 mm de dentina até a polpa em dentina sem esclerose, o material protetor de escolha deve ser
Alternativas

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Tema central: proteção do complexo dentinopulpar em cavidades muito profundas (remanescentes de dentina < 0,5 mm, sem esclerose). Nessas situações, o material que fica imediatamente sobre a dentina/polpa deve ser bioativo, antibacteriano e capaz de estimular dentina reparadora, minimizando risco de exposição e sensibilidade.

Alternativa correta: A – um forrador cavitário

Justificativa: O forrador cavitário (liner) é aplicado em camada muito delgada na região mais profunda da cavidade e tem ação biológica protetora. Exemplos: hidróxido de cálcio de presa química e cimentos à base de silicato de cálcio (MTA, Biodentine). Eles apresentam pH alcalino (efeito antibacteriano), liberam íons cálcio e estimulam dentina reparadora, sendo o material de escolha quando a polpa está muito próxima. Em seguida, pode-se associar uma base de ionômero de vidro (RMGI/GI) para selamento e suporte, e concluir com o material restaurador adesivo. Referências: Sturdevant’s Art and Science of Operative Dentistry; AAPD/Guideline on Vital Pulp Therapy (2024); revisões Cochrane sobre tratamento pulpar indireto.

Por que as demais estão incorretas?

B – Preenchedor cavitário: Tem função volumétrica (regularizar cavidade/bloquear socalcos) e suporte mecânico, não de bioestimulação pulpar. Não substitui o efeito do liner junto à polpa.

C – Selante cavitário: Indicado para pits e fissuras ou selamento superficial. Não possui ação bioativa nem capacidade de induzir dentina reparadora em cavidades muito profundas.

D – Base cavitária: Usada em espessura maior para isolamento térmico e suporte (ex.: ionômero de vidro). Em cavidades muito profundas, a base pode ser utilizada sobre o liner, mas não é o material de escolha para contato íntimo com a dentina próxima à polpa.

E – Isolante cavitário: Vernizes/adesivos visam reduzir microinfiltração, porém não são bioativos e não promovem dentinogênese reparadora. Isolantes não substituem o liner em lesões muito profundas.

Estratégia de prova: Ao ver os termos “muito profunda”, “< 0,5 mm de dentina” e “sem esclerose”, pense no material que fica em contato imediato com a dentina próxima à polpa e que seja bioativoforrador. Palavras como “base”, “isolante” e “selante” remetem a selamento/apoio, não à bioestimulação pulpar.

Conduta prática resumida: Seleção cavitária/escavação controlada → liner (Ca(OH)₂ ou silicato de cálcio) no ponto mais profundo → base de GI/RMGI se necessário → sistema adesivo e restauração. Evidência mostra altas taxas de sucesso de terapias conservadoras quando há selamento adequado e bioatividade no fundo cavitário.

Gabarito: A

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