A classificação da gravidade da pancreatite aguda, desenvolv...

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Q1645943 Medicina
A classificação da gravidade da pancreatite aguda, desenvolvida por Balthazar, é baseada nas alterações encontradas na tomografia computadorizada realizada com contraste venoso. Um paciente que apresenta, ao exame tomográfico do abdômen, um pâncreas heterogêneo e aumentado de volume, com presença de uma coleção Peri pancreática, é classificado como grau
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Tema central: A questão aborda a classificação de Balthazar para pancreatite aguda, fundamental para estratificar gravidade da doença com base em achados de tomografia computadorizada (TC) com contraste. Esse sistema orienta prognóstico e manejo, direcionando intervenções clínicas.

Justificativa da alternativa correta (A) D:
No relato apresentado, observam-se três achados essenciais: pâncreas heterogêneo, aumentado de volume e presença de uma coleção peripancreática líquida. Segundo a classificação original de Balthazar:

  • Grau A: Pâncreas normal;
  • Grau B: Aumento focal/difuso do pâncreas;
  • Grau C: Inflamação peripancreática associada;
  • Grau D: Única coleção peripancreática líquida (achado do caso);
  • Grau E: Duas ou mais coleções ou presença de gás.

De acordo com referências clássicas (Ex: Harrison's Principles of Internal Medicine, 20ª ed.; UpToDate; Sociedade Brasileira de Cirurgia Digestiva), a presença de uma única coleção líquida sem múltiplas coleções ou gás corresponde ao Grau D. Portanto, a alternativa A é correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) B: Diz respeito apenas ao aumento pancreático, sem coleções ou comprometimento peripancreático.
  • C) A: Implica pâncreas inteiramente normal ao TC, o que não corresponde ao quadro descrito.
  • D) C: Indica inflamação peripancreática, mas sem coleção líquida definida.

Estratégias e pegadinhas: Atenção ao termo "presença de uma coleção peripancreática"—a quantidade de coleções é o principal discriminador entre os graus. Evite confundir "inflamação peripancreática" (C) com coleção peripancreática (D).

No contexto de provas: Priorize leitura minuciosa do laudo tomográfico e relacione perfeitamente os critérios de graduação propostos por Balthazar. Exemplos de abordagem semelhantes frequentemente exploram exatamente esses detalhes.

Base normativa:
O exame tomográfico para pancreatite segue consenso internacional, sendo citado por diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Digestiva (SBCD) e publicações de referência como Sabiston – Tratado de Cirurgia.

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A classificação da gravidade da pancreatite aguda, proposta por Balthazar, é baseada nas alterações encontradas na tomografia computadorizada com contraste venoso. Através desse método, é possível identificar o aumento de volume do pâncreas, sua heterogeneidade e a presença ou não de coleções peri pancreáticas. De acordo com essa classificação, um paciente que apresenta essas características é classificado como grau D, que indica uma pancreatite aguda grave com necrose pancreática extensa. Portanto, a alternativa correta é a letra A. É importante destacar que essa classificação é fundamental para a avaliação e tratamento adequado da pancreatite aguda, uma vez que permite uma melhor identificação da gravidade da doença.

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