A classificação das palavras depende simultaneamente de prop...

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Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-RR Prova: IDECAN - 2026 - PM-RR - Sargento QPC PM - Geral |
Q4322068 Português
 Texto para a questão.


A semente da verdade


    Havia um imperador na China que não tinha filhos nem parentes próximos. Como necessitava de um sucessor, decidiu chamar todas as crianças do reino. Thai foi uma delas. Era um ótimo menino, que se dedicava ao jardim de sua casa; cada planta tocada por ele crescia viçosa e forte. No dia marcado, dirigiu-se até o palácio, onde havia milhares de pequenos súditos. O imperador disse:

    — Crianças, preciso escolher o meu sucessor entre vocês. Vou lhes dar uma tarefa. Aqui estão algumas sementes; quero que vocês as cultivem. O trono será daquele que me trouxer, daqui a um ano, a planta mais bonita.

    Thai era um excelente jardineiro e, com certeza, faria muito bem o que o imperador pedira. Porém, por mais que se esforçasse, a semente não brotava. O menino fez tudo o que podia, mas seus esforços não adiantaram. Até o dia de apresentar a planta ao imperador, a semente de Thai não havia brotado, e o menino estava tão preocupado que não queria enfrentar as outras crianças; porém, seu avô disse:

    — Você é honesto. Vá até o imperador e diga a verdade. Sua dedicação foi máxima, mas a semente não brotou. Não se envergonhe. Apenas explique o que você fez, pois devemos sempre agir com honestidade, buscando a felicidade, sem que a nossa alegria faça alguém infeliz.

    Thai obedeceu ao avô e foi ao palácio. Entretanto, ao chegar lá, ficou assustado, pois era a única criança que não levava consigo uma belíssima planta. O imperador chamava as crianças e examinava os vasos, mas não sorria nem esboçava contentamento. Thai estava muito nervoso, pois se o imperador não havia até então aprovado aquelas plantas maravilhosas, o que não diria de seu vaso sem nada? Thai foi ficando para trás e, quando se deu conta, era o último da fila. Mas sua vez chegou, e ele não poderia mais adiar o encontro com o imperador.

    — Vejamos, meu jovem, o que tem aí para mim.

    Thai não pôde mais evitar as lágrimas. Com a cabeça baixa, mostrou o vaso com terra ao imperador e disse:

    — Senhor, sou um jardineiro e uma de minhas virtudes é a perseverança, mas por mais que eu tenha me esforçado, a semente não brotou. Meu avô ajudou-me a pensar sobre o que fazer e optei por dizer a verdade, contar meu esforço e pedir-lhe perdão.

     O imperador encarou o menino e, diante da multidão, declarou:

    — Não se envergonhe, criança, você fez o certo. A sua grande virtude foi dizer a verdade, pois eu havia queimado todas as sementes e nenhuma poderia germinar. Portanto, você foi o único que, de fato, plantou a semente da verdade. Você será o meu sucessor.


SECCO, Patrícia Engel. A semente da verdade. Adaptação de conto folclórico oriental. São Paulo: Editora DPaschoal, 2002 (Adaptado). 
A classificação das palavras depende simultaneamente de propriedades morfológicas e da função que desempenham no contexto em que aparecem. Considerando os diferentes empregos do vocábulo “que” presentes no texto, indique a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No trecho “o menino estava tão preocupado que não queria enfrentar as outras crianças”, a correlação “tão... que” faz da oração introduzida por “que” uma subordinada adverbial consecutiva. Esse critério sustenta o gabarito D.

Tema central: Funções morfossintáticas do que
Análise das alternativas
A
Errada
O “que” é pronome relativo: retoma “o único” e exerce a função de sujeito de “plantou”. Introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva, não uma oração substantiva. A função predicativa de “o único” na oração principal não transforma o “que” em conjunção integrante.
B
Errada
O “que” retoma “um imperador” e funciona como sujeito de “tinha”. A oração caracteriza esse antecedente e é subordinada adjetiva restritiva. Não é completiva nominal, pois não completa o sentido de um nome.
C
Errada
Em “quero que vocês as cultivem”, o “que” é conjunção integrante: introduz a oração subordinada substantiva objetiva direta que completa o verbo “quero”. A retomada de “sementes” é feita pelo pronome “as”, objeto direto de “cultivem”, e não pelo “que”.
D
Certa
A formulação da alternativa D — relação consecutiva entre duas orações — corresponde à classificação sintática do trecho.
E
Errada
Em “o que não diria de seu vaso sem nada”, a expressão “o que” tem valor interrogativo e funciona como objeto direto de “diria”, perguntando pelo conteúdo daquilo que o imperador diria. Não há conjunção integrante introduzindo uma oração objetiva direta: há uma expressão interrogativa com função de objeto direto na própria oração.
Pegadinha da questão
A banca explora a classificação do “que” isoladamente. Sua função depende da estrutura: em D, é decisiva a correlação com “tão”; em C, a retomada de “sementes” pertence a “as”; em E, a função de objeto direto da expressão interrogativa não implica a existência de uma oração objetiva direta.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se o “que” retoma um antecedente e exerce função na oração que introduz, como ocorre com os relativos de A e B.
  • Diante de “tão... que”, identifique se a segunda oração apresenta a consequência da intensidade expressa na primeira.
  • Distinga a conjunção que introduz uma oração com função de objeto direto da expressão que exerce, ela própria, essa função.
  • Identifique qual termo realiza a retomada referencial: em “quero que vocês as cultivem”, é “as” que retoma “sementes”.

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Comentários

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GAB: D

A) “você foi o único que, de fato, plantou a semente da verdade”

O “que” é pronome relativo, pois retoma o termo antecedente “o único” e introduz uma oração subordinada adjetiva

Para confirmar troque o "que" por a qual/oqual → “você foi o único o qual, de fato, plantou a semente da verdade”

B) “Havia um imperador na China que não tinha filhos nem parentes próximos”

O “que” é pronome relativo, pois retoma o antecedente “um imperador”.

Podemos substituir por a qual/o qual → “Havia um imperador na China o qual não tinha filhos nem parentes próximos”

A oração → "que não tinha filhos nem parentes próximos" é uma oração subordinada adjetiva, pois caracteriza/especifica “um imperador”.

C) “quero que vocês as cultivem”

Aqui o “que” é conjunção subordinativa integrante.

Pode substituir o "que" por "isso" → "quero isso".

Quem quer, quer algo→ o verbo querer é transitivo direto e "que vocês as cultivem" funciona como oração subordinada substantiva objetiva direta.

D) “o menino estava tão preocupado que não queria enfrentar as outras crianças”

Essa construção estabelece uma relação de consequência.

Substituindo por um conectivo consecutivo→ O menino estava tão preocupado por isso não queria enfrentar as outras crianças.

Portanto, o “que” é uma conjunção subordinativa adverbial consecutiva, introduzindo uma oração subordinada adverbial consecutiva. ALTERNATIVA CORRETA.

E) “o que não diria de seu vaso sem nada”

Nesse contexto, o “que” é pronome relativo, precedido pelo pronome demonstrativo “o”.

O “que” retoma o pronome demonstrativo “o”

Espero ter ajudado!!

Perdoem qualquer erro!!

Bons estudos!!

⁸ E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. ⁹ Mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.

Lucas 12:8,9

GABARITO: D

COMENTÁRIO:

A alternativa D está correta.

Em “o menino estava tão preocupado que não queria enfrentar as outras crianças”, o “que” introduz uma oração que apresenta a consequência do fato expresso na oração anterior.

A estrutura “tão... que” é característica de uma oração subordinada adverbial consecutiva.

Bizu:

tão... que / tanto... que / tal... que → consequência.

As demais estão incorretas porque classificam o “que” como conjunção integrante ou pronome relativo em contextos nos quais ele exerce outra função.

Instagram: @alofdjesus

CFO PMBA

Precede, guia e lidera

Depois do Tzão vem a consequencia:

tão

tanto

tal

tamanho

Cfsd PMMG

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