Paciente feminina, com 86 anos, retira um carcinoma espinoc...

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2024 - EsFCEx - Oficial - Patologia |
Q3256109 Medicina
Paciente feminina, com 86 anos, retira um carcinoma espinocelular da face anterior da perna. Observa-se a formação de uma ferida crônica. Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Vamos analisar a questão que envolve a formação de úlceras e suas causas, especialmente em um contexto de paciente idosa e com carcinoma espinocelular. O tema central é a cicatrização de feridas e úlceras cutâneas, um tópico importante em dermatologia e geriatria.

Alternativa Correta: A - Na úlcera venosa, a baixa oxigenação local dificulta a cicatrização.

A alternativa correta aborda a fisiopatologia das úlceras venosas. Nesses casos, a disfunção no retorno venoso leva a um aumento da pressão venosa e formação de edema, que por sua vez reduz a oxigenação tecidual. A baixa oxigenação dificulta o processo de cicatrização, pois os tecidos não recebem oxigênio e nutrientes suficientes para a reparação celular. Diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Dermatologia enfatizam a importância de melhorar a circulação venosa para tratar essas úlceras.

Análise das Alternativas Incorretas:

B - Na úlcera arterial, a isquemia resulta em uma hipertrofia dos tecidos adjacentes.

Esta alternativa está incorreta. Na realidade, as úlceras arteriais resultam de isquemia crítica devido à má circulação arterial, levando à necrose tecidual e não hipertrofia. Os tecidos ao redor geralmente são atróficos devido à falta de suprimento sanguíneo. O manejo inclui melhorar a perfusão arterial, muitas vezes com intervenções cirúrgicas.

C - Na úlcera diabética, a infecção secundária, associada a isquemia, é muito rara.

Esta afirmação está errada. As úlceras diabéticas são frequentemente complicadas por infecções secundárias devido à neuropatia e à má circulação, tornando a isquemia e a infecção bastante comuns. A gestão inclui controle rigoroso da glicemia e cuidados locais das feridas.

D - A cor acastanhada da pele ao redor das úlceras de estase é consequente a degradação da lipofuscina.

A coloração acastanhada ao redor das úlceras venosas se deve à deposição de hemossiderina, não lipofuscina. A hemossiderina é um subproduto da degradação dos glóbulos vermelhos que extravasam devido à hipertensão venosa crônica.

E - Pacientes idosos e acamados têm menor risco de formação de úlceras de pressão.

Esta alternativa é claramente incorreta. Pacientes idosos e acamados são, na verdade, mais suscetíveis a úlceras de pressão devido à imobilidade prolongada, o que leva à compressão dos tecidos e à isquemia local. A prevenção envolve movimentação frequente e cuidados adequados com a pele.

Compreender os diferentes tipos de úlceras e seus mecanismos é crucial para o diagnóstico e tratamento eficaz. Espero que esta análise tenha sido útil!

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