De acordo com Cunha e Cintra (2016), o verbo pode se ligar ...

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Texto 1


Redes sociais são amigas ou inimigas da saúde mental de jovens? 



    Com o uso generalizado e quase constante de redes sociais, têm surgido debates sobre seus impactos na saúde mental, especialmente dos mais jovens. A popularização dessas preocupações levou pesquisadores de diversas áreas a se dedicarem a compreender as nuances dessa relação. Afinal, o que revelam as evidências sobre o tema? 


    A pesquisa de Sumer Vaid e outros autores introduziu o conceito de “sensibilidade as mídias sociais" para explorar como a relação entre o uso de mídias sociais e o bem-estar varia entre diferentes indivíduos e contextos. O estudo revelou que na média há uma pequena associação negativa entre o uso das redes e o bem-estar subsequente. Contudo essa associação variava muito a depender de outras características dos participantes. 


    Por exemplo, indivíduos com disposições psicológicas vulneráveis, como depressão, solidão ou insatisfação com a vida, tendiam a experimentar uma sensibilidade negativa mais acentuada em comparação com aqueles não vulneráveis, Além disso, certos contextos físicos e sociais de uso das redes intensificaram essa sensibilidade negativa, sugerindo que a sua influência na saúde mental é multifacetada e dependente do contexto. 


    Já Amy Orben e outros pesquisadores decidiram investigar como o uso de redes sociais influencia a satisfação com a vida apenas em certas fases de desenvolvimento, como a puberdade e a transição para a independência, aos 19 anos. Isso destaca como as transformações neurocognitivas e sociais da adolescência podem intensificar o impacto das redes.


    Dado o papel crucial das interações nessa idade, as redes sociais, que medem aprovação social por meio de "curtidas"”, podem exacerbar preocupações com autoestima e aceitação. Apesar dessas descobertas, os autores recomendam mais estudos sobre o uso de mídias em diferentes estágios de desenvolvimento, para entender melhor essa interação e formular politicas de proteção de saúde mental dos adolescentes nesta era digital. 


    Nesse sentido, a psicóloga e pesquisadora Candice Odgers defende cautela para as interpretações das pesquisas que estabelecem uma ligação direta entre o uso de redes sociais e o surgimento de problemas de saúde mental. Odgers adverte que, apesar das preocupações legitimas acerca de seus impactos adversos, as evidéncias cientificas atuais não confirmam uma relação causal direta. Ela enfatiza a importância de distinguir entre correlação e causalidade e de considerar a influência de uma série de fatores genéticos e ambientais no bem-estar. 


    Então, enquanto algumas pesquisas sugerem uma associação negativa entre o uso de mídias sociais e a saúde mental, é crucial reconhecer a diversidade de experiências entre os usuários. Fatores como disposições psicológicas, contextos de uso e a natureza interativa das plataformas sociais desempenham papéis significativos nessa equação, de acordo com ponderações desses mesmos estudos. 


    O fato é que as redes vieram para ficar. Até o momento, os resultados das pesquisas enfatizam a importância de adotar uma perspectiva mais abrangente e individualizada ao examinar seus impactos.


    Educadores, pais, legisladores e o setor de tecnologia precisam, antes de tudo, reconhecer a complexidade envolvida para então formular estratégias que minimizem os riscos associados ao uso dessas plataformas. No entanto, não podemos negligenciar os benefícios que elas oferecem, como a interação social com pessoas distantes e o acesso à informação, que podem ser benéficos para muitos. 


    Se não considerarmos esses fatores, corremos o risco de, ao buscar um culpado para os problemas de saúde mental de nossa época, ficarmos sem soluções efetivas e descartarmos o que há de bom. 


BIZARRIA, Deborah. Folha de São Paulo, 5.4.24

De acordo com Cunha e Cintra (2016), o verbo pode se ligar ao seu complemento diretamente, sem uma preposição entre o verbo e o complemento, ou indiretamente, com o uso de uma preposição entre esses elementos.

Em qual opção o verbo destacado liga-se indiretamente ao seu complemento?
Alternativas

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Tema central: Regência verbal

A questão aborda a regência verbal, isto é, a relação sintática entre o verbo e seu complemento, podendo ocorrer de forma direta (sem preposição) ou indireta (com preposição obrigatória). Ao identificar corretamente essa relação, você evita confusões comuns em provas e aprimora sua precisão na hora da leitura e análise textual.

Justificativa da alternativa correta – Letra D:

Na frase “[...] levou pesquisadores de diversas áreas a se dedicarem a compreender [...]”, o verbo dedicar-se é pronominal e, conforme regra da norma-padrão (Cunha & Cintra), exige a preposição "a" para acessar seu complemento. É um caso típico de regência verbal indireta. Exemplo clássico: “Ele dedica-se ao trabalho.”

Análise das alternativas incorretas:

A)Enfatiza a importância [...]” — O verbo enfatizar é transitivo direto. Liga-se ao complemento sem preposição: “Enfatiza algo.”

B)Revelam as evidências [...]” — O verbo revelar também é transitivo direto: “Revela algo.”

C)Corremos o risco [...]” — O verbo correr nessa expressão é transitivo direto: “Corremos algo.”

E) “de considerar a influência [...]” — Considerar é verbo transitivo direto: “Considera algo.”

Regra fundamental: Pelo ensino normativo (Cunha & Cintra, 2016): “O verbo pode se ligar ao complemento diretamente (sem preposição) ou indiretamente (com preposição).” O verbo “dedicar-se” impõe o uso obrigatório da preposição “a”, evidenciando regência indireta.

Dica de Prova: Sempre que o complemento do verbo vier iniciado por preposição obrigatória, aponte a regência como indireta. Pegadinhas frequentes envolvem verbos que mudam de regência conforme o uso do pronome (“dedicar” – direto; “dedicar-se” – indireto).

Conclusão: A alternativa D é a única correta, pois exige preposição para ligar o verbo ao seu complemento, característica da regência verbal indireta.

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Comentários

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Resposta correta: Letra D)

A questão quer saber qual alternativa possui um Verbo Transitivo Indireto (VTI).

A) enfatiza VTD

Quem enfatiza, enfatiza algo

B) revelam VTD

Quem revela, revela algo

C) corremos (Correr no sentido de estar sujeito a) VTD

Quem corre, corre o risco

D) Dedicarem VTI

Quem dedica, dedica a algo

E) Considerar VTD

Quem considera, considera algo

boa questao

SD MENDES

n entendi, alguém explica?

eu li "diretamente"

quem se dedica, se dedica a algo....

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